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sexta-feira, setembro 29, 2006 

Aonde iremos parar?

Os dias continuam sendo de violência, com provocações, apedrejamentos, incêndios. E persiste o medo.
Até quando? Ninguém se atreve a adivinhar!
Há dias, quando me dirigia à cidade, encontrei o administrador-delegado da Timor Telecom acompanhado de pessoal técnico da empresa junto ao sítio de onde haviam desaparecido os cabos telefónicos subterrâneos. Desolado, o Eng.º Brandão de Sousa dava conta das dificuldades em arranjar uma solução definitiva pôr fim a esses actos de vandalismo e elucidava que aos 6 metros desviados há semanas acrescentaram-se outros 100 metros. Mais ainda que, no total, já foram roubados 7 quilómetros de cabos.
As forças internacionais foram avisadas, o Governo foi devidamente informado, a TT divulgou em comunicado que não fará nova recolocação de cabos e os utilizadores do serviço telefónico fixo queixam-se, impacientam-se...
Sabe-se que os fios de cobre são transformados em massa compacta, após o que são vendidos a peso como sucata e depois exportados. Será muito difícil descobrir quem compra a sucata?
Especula-se que há internacionais pelo meio. Será assim tão difícil detectar quem está por detrás deste negócio? Será assim tão difícil saber-se quem aceita comprar material roubado? Não será o comprador tão ladrão quanto a pessoa que rouba?
Não havendo nenhuma medida tomada, o “desviador” de bens comuns continua impunemente, talvez a coberto da noite escura, a fazer das suas. Têm todo o tempo do Mundo e cada vez é mais fácil vandalizar, destruir, roubar.
As ruas totalmente desertas mal o sol desaparece no horizonte e pelas quais passam só de muito de vez em quando os blindados cheios de forças internacionais criam o ambiente perfeito para a actuação de quem quer ganhar facilmente dinheiro.
Pouco importa que haja quem fique prejudicado. Tudo vale. Tudo é possível. Pensa o ignorante atrevido que assim deve ser porque somos independentes, porque há liberdade e democracia! E tudo isso acontece porque aliada à sua interpretação tortuosa do conceito de independência e liberdade existe falta de seriedade e uma tremenda falta de educação cívica. Convenceu-se o ignorante atrevido de que lhe assiste o direito de atropelar tudo e todos, sempre e apenas em proveito próprio!
Educar, educar, educar. Nunca é demais repetir. É urgente educar! E, já agora, que se leve a sério a tarefa de educar, de pequenino …
Não há quem cuide da segurança do bem comum e dos cidadãos; acho que já interiorizamos que é cada um por si e Deus por todos!
E assim são os habitantes de cada bairro a ter de tomar a responsabilidade da segurança em suas mãos. E isso, mesmo que se entenda, não é desejável. Porque estamos a criar um perigoso precedente para a constituição de grupos segurança popular. Daí à sua transformação em milícias populares, ou segurança privada, vai um passo.
E depois será fácil utilizar o argumento de falta de meios institucionais para cada um fazer o que bem entende, incluindo a justiça por suas próprias mãos. Impossível? Nem tanto! Pelo rumo que as coisas tomam, não tarda nada essa será, infelizmente, uma triste realidade, vulgar e quiçá bem aceite!

Justice Update
The Court of Appeal Decision in the Fretilin Congress voting Case
September 2006
12/2006


1. Introduction

In this justice update, JSMP considers the Court of Appeal's decision
in the case concerning the 2006 Fretilin Congress, and specifically
the re-election by show of hands of Mari Alkatiri to the leadership of
the Fretilin Party.

1.1. Factual background to the case

On 17, 18 and 19 May 2006 Fretilin held its party congress in Dili.[1]
The congress was attended by 577 delegates. One function of the
congress was to select the leader for the party. Since Fretilin
maintains a majority in the Timor-Leste National Parliament, and since
the Prime Minister of Timor-Leste is selected by the political party
with a parliamentary majority,[2] the de facto role of this vote was
the selection of the Timorese Prime Minister.

Article 17 of the Fretilin Party Statute states:

(1) Voting is personal, direct and secret in elections for
positions in Fretilin's organs at all levels.
(2) The option may be taken of a vote by a show of hands if such
is proposed by 10% of the delegates or members of party organs and is
approved by a majority.

On 18 May 2006 the party congress elected to adopt voting by show of
hands in accordance with article 17(2) of the party statute. In the
consequent vote Mari Alkatiri was returned as Secretary General of the
party.

1.2. The case before the Court of Appeal
Subsequent to the voting process described above, a group of persons
from within the Fretilin party[3] applied to the Court of Appeal,
requesting it to:

1) consider the legality of the Fretilin leadership election in
the light of the Law on Political Parties and consequently the
legitimacy of the current party leadership;
2) declare as illegal article 17(2) of the Fretilin party statute; and
3) immediately order Fretilin to convene an extraordinary congress
to elect new leadership according to law.

The Fretilin Party responded to the application and argued against the
relief sought.

On 11 August the Court of Appeal issued a decision in favor of the
respondent.[ 4]

JSMP believes there are several contentious issues which arise out of
the Court of Appeal's decision.


2. Procedural issues arising out of the application

The first issues considered by the Court of Appeal were whether it had
the competency to receive and determine the application, and if so
whether the application had been filed within the relevant time limit.
2.1. Identification of the relevant procedural law and the court
with jurisdiction to determine the application
JSMP considers that in order to assess questions of procedure arising
in this case it is necessary first to consider the source of the
relevant procedural laws. JSMP notes that a new law was passed by the
Government on 21 February 2006 which created the Timor-Leste Civil
Procedure Code.[5] Additionally, the Law on Political Parties[6] sets
out the rules governing the activities of political parties in
Timor-Leste.

JSMP considers that cases involving the internal processes of
political parties and their compliance with the Law on Political
Parties are civil in nature. There is no suggestion that a criminal
offence has been committed and that the Criminal Procedure Code should
therefore apply. Therefore, the Civil Procedure Code should be the
instrument used in the settlement of such cases.[7]

However a question arises as to whether the civil procedure code can
be used in cases involving political parties if the Law on Political
Parties establishes other procedures? JSMP notes that in the event of
a conflict the Law on Political Parties takes precedence over the
Civil Procedure Code. This is for two reasons:

1) Since the Law on Political Parties was created by the
Parliament and the Civil Procedure Code by Government Decree, the
former is lex superior and the latter is lex inferior. A higher law
must take precedence of a lower one. That parliamentary laws are of a
higher status than those created by the Government is made clear by
the Timor-Leste Constitution. [8]

2) In any event, although passed earlier than the Civil Procedure
Code, the Law on Political Parties is lex specialis and should
therefore take priority over the general rules contained in the Civil
Procedure Code where a conflict arises.

However it is not clear whether a conflict between the Civil Procedure
Code and the Law on Political Parties arises. The Law on Political
Parties refers in a number of places to "the competent Court".[9]
Section 29 defines the competent Court for the purposes of this Law as
the Supreme Court of Justice, or until that Court's establishment, the
Court of Appeal sitting as a panel composed exclusively of national
Timorese judges.[10]

However the tasks which the Law gives to the "competent Court"
(therefore the Court of Appeal) do not relate to litigation. Rather
they concern the procedures for the establishment and registration of
political parties,[11] and the reporting obligations of political
parties once registered.[ 12] JSMP therefore considers that it is
possible, indeed likely, that the Law on Political Parties intended to
provide the Court of Appeal with specific competence in respect of
political parties' registration and reporting.

That such competence was not necessarily intended to extend to
jurisdiction to hear disputes in cases of non-compliance with the Law
may be demonstrated by section 28. That section provides that without
prejudice to any civil or criminal liability which may arise, a
violation of Chapter IV of the Law on Political Parties (dealing with
financial management) renders a party liable to the payment of a fine,
the value of which within a specified range is to be established by
"the Court". It is significant that in contrast to the sections
establishing registration and reporting requirements, this provision
does not refer to "the competent Court", but only "the Court". This
seems to suggest that at least some cases involving non-compliance
with the Law on Political Parties are not necessarily to be heard by
"the competent Court" (namely the Court of Appeal).

That the Court of Appeal's specific competency under section 29 was
intended to be limited to oversight of party registration and
reporting is also supported by reference to the Timor-Leste
Constitution. The Constitution provides that one of the competencies
of the Supreme Court of Justice will be that of verifying the legality
of political parties' establishment and coalitions and of ordering
their registration or dissolution. [13] It therefore seems likely that
the Law on Political Parties was drafted so as to confer this specific
form of competency on the Supreme Court of Justice, and pending the
creation of that Court, on the Court of Appeal. There is nothing
within the Constitution that would have required the Law on Political
Parties to extend the competency of the Supreme Court or Court of
Appeal to the hearing of first-instance applications in all disputes
arising within political parties or in respect of the Law on Political
Parties.

Finally, the Law on Political Parties does not include any provisions
regarding the procedure which would be followed in an application to
the Court of Appeal regarding a violation of the Law. This also seems
to indicate that the Law does not intend to derogate from the general
procedures contained in the Civil Procedure Code.

JSMP is concerned that none of these lines of reasoning were even
considered by the Court of Appeal in its decision. In establishing its
competency, the Court merely referred to section 29 of the Law on
Political Parties and noted that it defined the competent Court as the
Court of Appeal. It did not go on to consider the powers which were
expressly given to the "competent Court" by the legislation or the
context in which that term was used. Indeed the Court of Appeal did
not appear even to contemplate that the law was capable of conferring
various forms of competency on a court, as this would have entailed it
considering the extent of the competency conferred upon it by the Law
on Political Parties.

JSMP believes that there are strong grounds for believing that:
(a) the Law on Political Parties was not intended to displace the
Civil Procedure Code by providing a special procedure for litigation
to be used in cases where the Law has been violated; and therefore that
(b) the Court of Appeal may not have jurisdiction to hear first
instance applications in such cases, or that if it does it is not
required to sit in the form required of the "competent Court" under
the Law on Political Parties, namely as a panel composed exclusively
of national Timorese judges.
If this is the case the decision of the Court of Appeal in this case
may itself be unconstitutional.
2.2. Time limits relevant to the application
The Court of Appeal stated in their decision that the applicants had
exceeded the prescribed time limit for making their application.

However JSMP is concerned by the Court's reasoning on this issue. In
order to properly resolve the question it is necessary to consider
where the relevant time limit may be found. In the absence of any
specific time limit included in the Law on Political Parties, general
time limits proscribed by the Civil Procedure Code should be applied.

The Court of Appeal, in its decision, identified article 119 as the
relevant article in the Civil Procedure Code. Article 119 appears
under the heading "Acts of parties" and states:

In the absence of a special provision, the time limit of ten days
applies to the parties to request any act or inquiry, allege
invalidity, deduce incidents or perform any other procedural power,
and ten days is also the deadline for the party to respond to what was
deduced by the opposing party.

Applying this provision, the Court of Appeal stated that the
application, which was presented to the Court on 6 July was out of
time, since it was made 48 days after the date of the Fretilin
Congress election.

JSMP believes that the application of article 119 of the Civil
Procedure Code in these circumstances is incorrect. This article is
clearly intended to provide a general time limit for the taking of
procedural steps during the course of a civil proceeding. Although the
provision is not express on the point, JSMP believes that it cannot
have been intended to provide a time limit for the commencement of
proceedings. The use of a statutory limitation period of ten days for
the commencement of civil proceedings would be extremely prejudicial
to the ability of persons in Timor to enforce their legal rights in
the courts. In most jurisdictions the time for the commencement of
such proceedings is measured not in days but in years.


3. The impartiality of the Court of Appeal

A conflict of interest may occur when judges have a particular
relationship to a case under their supervision. In such cases the
impartiality of a judge is called into question. Timorese and
international law both state that courts and the judges which compose
them must remain impartial in the performance of their functions.[14]
This principle encompasses any situation which can give rise to a
conflict of interest or may cast doubt on the neutrality of a judge.
Such a situation can arise when a family, financial or organizational
relationship exists between a judge and a party to litigation before
that judge.

JSMP received information that two members of the panel of judges
handling the Fretilin congress case have strong connections to the
Fretilin party.[15] More specifically, it is known that Judge Jacinta
Correia da Costa and Probationary Judge Maria Natércia Gusmão Pereira,
who sat in the Court of Appeal in this case, both have husbands who
are members of the Fretilin Central Committee.

JSMP does not wish to imply that these judges were consciously
influenced in their decision-making by the position of their spouses.
Rather, it points out only that it is important that judges who have a
direct personal relationship with a litigant remove themselves from
the case in question in order to remove the possibility of any
subconscious impact and to ensure public confidence in the
impartiality of the Courts. It is for this reason that the Statute of
Judicial Magistrates requires that judges should not hear cases
involving a person to whom they are related (including by
marriage).[16] While the spouses of the judges in the present case
were not parties to the litigation in their own right, JSMP believes
that their interests, as members of the Fretilin Central Committee,
are sufficiently closely connected with the interests of the defendant
to mean that those persons are "involved" in the case, and to give
rise to a legitimate public concern about judicial impartiality.


4. Validity of the Fretilin Party Statute

The Court of Appeal held that the Fretilin Congress vote was in
accordance with the party Statute which allows a vote by show of hands
when this is requested by 10% of the representatives of the bodies
present and when agreed to by the majority.[17] JSMP agrees with the
application of this article but considers that it is also necessary to
examine other articles and superseding pieces of legislation such as
the Law on Political Parties, to consider whether article 17(2) the
Fretilin Party Statute is in fact valid.

In this context here are two issues requiring analysis:
4.1. Internal consistency of the Fretilin Party Statute
In considering the validity of article 17(2) of the Fretilin Party
Statue the Court of Appeal first considered its consistency with
article 17(1) of the same statute. The question considered was whether
article 17(2) is in conflict with article 17(1) which requires for a
vote to be cast in secret. JSMP agrees with the approach taken by the
Court of Appeal on this question. Namely, it is clear that subarticle
(2) was intended to provide an exception to the general rule of vote
by secret ballot. For this reason there is nothing internal to the
Fretilin Party Statute which would invalidate article 17(2).
4.2. Validity of the Fretilin Statute under the Law on Political
Parties
However, although the Fretilin Statute may be internally consistent,
JSMP believes that article 17(2) may be in conflict with the Law on
Political Parties. In particular, Article 18(c) states:

"The internal organisation of political parties must follow such basic
specific democratic rules as follows:

(c) the holders of leading organs can only be elected by means
of a direct and secret vote of all party members or of an assembly
representing them."

According to the principle of the hierarchy of laws, if inferior
regulation is in conflict with a superior law the former is rendered
invalid. According to this principle, in the event of an inconsistency
with article 18(c) of the Law on Political Parties, article 17(2) of
the Fretilin Statute will be invalidated.

However the Court of Appeal considered that there was no inconsistency
between the Fretilin Statute, which permits vote by show of hands, and
the Law on Political Parties article 18(c). This is because the Court
of Appeal interpreted the requirement of "direct and secret" vote in
article 18(c) as applicable only to votes by all party members, and
not applicable to votes by an assembly representing party members. The
reasoning behind this approach appears to be that a system whereby
party members choose an assembly to represent it in the election of
leaders could never be a "direct" vote, and that therefore the
stipulation "direct and secret" could not have been intended to apply
to such a process.

JSMP believes that there are flaws in this reasoning. JSMP agrees that
the term "direct" could not accurately describe the overall process
whereby party members elect an assembly to choose their leader. Such a
process is by definition an "indirect" election. However, it is
possible to require that the assembly itself engage in a direct
election for the leader. Such a requirement means that the members of
the assembly directly choose the leader, rather than delegating their
decision-making power any further. In JSMP's view this was the
intended meaning of article 18(c).

That the phrase "direct and secret" was intended to apply to both
modes of election mentioned in article 18(c) (ie vote by all party
members or vote by an assembly representing all party members) is
clear from the plain meaning of the section. The grammatical structure
adopted in the sentence makes clear that the phrase "direct and secret
vote" applies to both parts of the following disjunction. If this was
not the case, the phrase should have been written:

"the holders of leading organs can only be elected by means of a
direct and secret vote of all party members or by an assembly
representing them."

The fact that this phrasing was not used should create a presumption
that either form of election was required to be secret.

Further, as the Court of Appeal itself identified, the context and
policy underlying a legislative provision should be taken into account
in the process of statutory interpretation. In this case JSMP believes
that the policy underlying the requirement is clear. It is directed at
ensuring that votes for party leaders are fair and representative. For
voters to be able to fully execute their right to vote a number of
conditions must be ensured. These include feeling secure in the
exercise of a vote. This is a fundamental reason for the use of secret
ballots. A vote by show of hands undermines a voter's right to vote
freely. This is because voters may be unable to cast their votes
sincerely if circumstances cause them to feel insecure or pressured.
This can arise for example as a result of real or perceived pressure
emitted from a powerful the candidate. This phenomenon appears may be
particularly pronounced in respect of the Fretilin Party executive
since they currently hold power, and because a large number of those
voting work in the government under the very individuals nominating
themselves to be re-elected to the party executive. If a vote is not
secret, there is a danger that these circumstances may cause voters to
give more consideration to external pressures when casting their votes
than to their own views.

JSMP considers that these policy considerations are just as important
where a representative assembly elects the party's leaders as they are
where members themselves directly elect the leaders. This is because
the members are not able to be fairly and adequately represented if
assembly members feel undue psychological pressure while voting.

Therefore, on both the basis of the plain meaning of the provision and
the policy underlying it, JSMP considers that article 18(c) requires
all elections of political party leaders to be done secretly. If this
is indeed the case, then article 17(2) of the Fretilin Statute is
invalid, and the process followed in the Fretilin Congress is contrary
to Timorese law.


5. The availability of remedies

Although it had determined that no violation of the Law on Political
Parties had occurred, the Court of Appeal went on to consider what the
consequence of such a violation would have been had it occurred. The
Court concluded that because the Law on Political Parties does not
provide a specific sanction for the violation of article 18, in the
event of such a violation the Court would have no power to provide
remedies such as those sought (including the ordering of an
extraordinary congress and new elections within Fretilin).

JSMP is concerned by this approach from the Court of Appeal. It
suggests that the Court does not have any powers under general law to
grant relief where the law has been violated. JSMP believes that it
was incumbent on the Court of Appeal to look beyond the Law on
Political Parties for the source of its own power to enforce the laws
effectively. The power of a court to order relief should not be
expected to be included in each and every statute which creates rights
or duties in persons.

6. Conclusions and recommendations

JSMP is concerned that this case sets out a problematic precedent for
judges in respect of the future performance of their duties. JSMP
recommends that the Court of Appeal take into account the rules
relating to the professionalism of judges which are contained in the
Statute of Judicial Magistrates, and take steps to avoid any conduct
that could be perceived as partial. The Court must also take care when
reaching decisions to consider all relevant legal principles so that
the quality of their decisions can be assured and justice can be
achieved in the cases over which they preside.

[1] Under the Timor-Leste Law on Political Parties the Congress or
National Congress of a party is the highest deliberative organ at the
national level. It has the exclusive competency to approve party
by-laws and political programs, decide about mergers and coalitions
with other parties. The party congress must meet on a regular basis at
least every four years: see section 19 of Law 3/2004 on Political Parties.
[2] Article 106 Timor-Leste Constitution.
[3] These persons were: Vitor da Costa, Vicente Mau Boci, Adérito de
Jesus, Igidio de Jesus, César Moreira, Ricardo Nheu, Armando Midar and
Adolfo António Belo.
Court of Appeal decision in case No. PP-Div/2006/ 01.
[5] RDTL Government Decree-Law 1/6006. The Civil Procedure Code is an
annex to this law.
[6] Law 3/2004 on Political Parties.
[7] JSMP regrets that it is unable to provide detailed analysis of the
Civil Procedure Code and its application to the present case. This is
because the Code is yet to be translated into any languages other than
Portuguese. JSMP calls on the Government and UNMIT to facilitate the
timely translation of Timorese laws into Tetum.
[8] See for example section 97(1) which provides that the power to
initiate laws lies with a) the Members of Parliament, b) the
Parliamentary groups; and c) the Government. See also section 98(1)
which gives the National Parliament the power to invalidate or amend
laws passed by the Government (other than those passed under the
latter's exclusive legislative powers).
[9] See sections 11, 12, 14, 15 and 17 Law 3/2004 on Political Parties.
[10] Section 29(1) and 29(2) Law 3/2004 on Political Parties.
[11] Section 11(2) requires registration of political parties in a
register to be held in the competent Court, and provides that upon
such registration a party acquires juridical personality. Section
12(3) gives the competent Court authority to resolve questions
regarding the similarity of names or other representations of
political parties. Section 14(2) provides for appeal to the competent
Court where the Minister of Justice refuses the registration of a
political party. Section 15 provides for a process for the granting
and advertisement of provisional registration of parties, aspects of
which are carried out by the President of the competent Court.
[12] Section 17(1)(b) requires parties to inform the competent Court
about any subsequent changes to their by-laws and programme, the
identification of their leaders, changes of address of the national
headquarters and about any merging or any type of political coalition.
[13] Section 126(1)(e) Timor-Leste Constitution.
[14] Article 7 Law 8/2002 Statute of Judicial Magistrates; article
14(1) International Convention on Civil and Political Rights
(applicable as law in Timor-Leste pursuant to article 9(2) Timor-Leste
Constitution. )
[15] JSMP made enquiries of one of the applicants on 14 August 2006.
[16] Article 8, Law 8/2002 Statute of Judicial Magistrates. See also
the preceding legislation: UNTAET Regulation 2000/11 on the
Organization of the Courts in East Timor, section 20.3.
[17] Article 17(2) Fretilin Party Statute.

Update KEADILAN
Putusan dari Pengadilan Tinggi dalam Kasus Pemilihan dalam Kongres
FRETILIN
September 2006
12/2006


1. Pendahuluan

Dalam update keadilan ini, JSMP mempertimbangkan putusan Pengadilan
Tinggi dalam kasus tentang Kongres Fretlin 2006, dan secara khusus
tentang pemilihan kembali Mari Alkatiri sebagai pemimpin Partai
Fretlin melalui cara angkat tangan.

1.1. Latar Belakang Fakta-Fakta dalam Kasus ini


Pada tanggal 17, 18 dan 19 Mei 2006 Fretilin menyelenggarakan
kongresnya di Dili.[1] Kongres tersebut dihadiri oleh 577 wakil.
Salah satu fungsi dari kongres adalah memilih pemimpin partai. Oleh
karena Fretlin mempunyai mayoritas dalam Parlemen Nasional Timor
Leste, dan karena Perdana Menteri Timor Leste dipilih oleh partai
politik yang mempunyai mayoritas di parlemen,[2] maka peranan de facto
dari pemilihan adalah memilih Perdana Menteri Timor Leste.

Pasal 17 dari Statuta Partai Fretlin menyatakan:

(1) Pemilihan harus dilakukan secara pribadi, langsung dan rahasia
untuk pemilihan posisi pada organ-organ Fretlin pada setiap tingkat.
(2) Opsi dapat dilaksanakan untuk pemilihan melalui angkat tangan
jika hal ini diusulkan oleh 10% wakil atau para anggota organ partai
dan asal disetujui oleh mayoritas.

Pada tanggal 18 Mei 2006 kongres partai memilih untuk melakukan
pemilihan melalui angkat tangan sesuai dengan Pasal 17(2) dari statuta
partai. Dalam pemilihan yang kemudian dilaksanakan, Mari Alkatiri
kembali dipilih sebagai Sekretaris Jenderal partai.

1.2. Kasus yang dibawa ke hadapan Pengadilan Tinggi
Setelah proses pemilihan dilaksanakan sebagaimana digambarkan di atas,
sekelompok orang dari partai Fretilin[3] mengajukan permohonan agar
Pengadilan Tinggi:
1) Menilai legalitas pemilihan pimpinan Fretlin dengan menimbang
Undang-Undang tentang Partai Politik dan selanjutnya menilai keabsahan
pimpinan partai pada saat ini;
2) Menyatakan bahwa Pasal 17(2) dari Statuta partai Fretlin tidak
sah; dan
3) Segera memerintahkan Fretlin untuk mengadakan kongres luar
biasa untuk memilih pimpinan baru sesuai dengan undang-undang.

Partai Fretilin memberi tanggapan pada permohonan tersebut dan
mengajukan argumen terhadap permintaan penggugat.

Pada tanggal 11 Agustus, Pengadilan Tinggi mengeluarkan putusan yang
menerima permohonan tergugat.[4]

JSMP percaya bahwa ada beberapa persoalan yang menimbulkan keraguan
sebagai akibat putusan yang dijatuhkan oleh Pengadilan Tinggi.


2. Persoalan prosedural yang ditimbulkan permohonan tersebut

Persoalan pertama yang dipertimbangkan oleh Pengadilan Tinggi adalah
apakah Pengadilan tersebut mempunyai kewenangan untuk menerima dan
memutuskan permohonan, dan jika demikian, apakah permohanan telah
diajukan dalam batasan waktu yang tepat.
2.1. Pengidentifikasian undang-undang prosedural yang tepat dan
pengadilan yang mempunyai yurisdiksi untuk mengadili permohonan
JSMP berpendapat bahwa untuk menilai persoalan tentang prosedur,
sebagaimana terjadi dalam kasus ini, maka terlebih dahulu harus
mempertimbangkan sumber undang-undang prosedural yang relevan. JSMP
mencatat bahwa sebuah undang-undang yang baru disahkan oleh Pemerintah
pada tanggal 21 Februari 2006 yang mengesahkan Kitab Undang-Undang
Hukum Acara Pidana Timor Leste (KUHAP).[5] Selain itu, Undang-Undang
tentang Partai Politik[6] mengatur tentang kegiatan partai politik di
Timor Leste.

JSMP berpendapat bahwa kasus yang menyangkut proses internal dari
partai politik dan kesesuaiannya dengan Undang-Undang tentang Partai
Politik harus mengacu pada Hukum Acara Perdata. Dalam hal ini tidak
ada tuduhan bahwa tindak pidana dilakukan, atau bahwa KUHAP harus
diterapkan. Oleh karena itu, Hukum Acara Perdata seharusnya digunakan
untuk menyelesaikan kasus semacam ini.[7]

Namun suatu persoalan timbul, yaitu: apakah hukum acara perdata dapat
digunakan dalam kasus yang menyangkut partai politik jika
Undang-Undang tentang Partai Politik menetapkan prosedur yang lain?
JSMP mencatat bahwa jika terdapat pertentangan, maka Undang-Undang
tentang Partai Politik akan diterapkan, dan bukan Hukum Acara Perdata.
Hal ini didasarkan dua alasan:

1) Oleh karena Undang-Undang tentang Partai Politik ditetapkan
oleh Parlemen dan Hukum Acara Perdata ditetapkan melalui Peraturan
Pemerintah, maka UU tentang Partai Politik adalah lex superior dan
Hukum Acara Perdata adalah lex inferior. Dalam prinsip hukum dikenal
dengan hukum yang lebih tinggi akan mengalahkan hukum yang lebih
rendah. Sudah dijelaskan dalam Konstitusi Timor Leste bahwa
undang-undang parlemen lebih tinggi daripada undang-undang yang dibuat
oleh Pemerintah.[ 8]

2) Bagaimanapun juga, walaupun UU tentang Partai Politik disahkan
sebelumnya Hukum Acara Perdata, UU tentang Partai Politik adalah lex
specialis dan maka harus mempunyai kewenangan di atas aturan umum yang
termuat dalam Hukum Acara Perdata apabila terdapat pertentangan.

Namun, tidak jelas apakah memang ada pertentangan antara Hukum Acara
Perdata dan UU tentang Partai Politik. UU tentang Partai Politik
beberapa kali mencagu pada "Pengadilan yang berwenang".[ 9] Pasal 29
mendefinisikan Pengadilan yang berwenang untuk keperluan Undang-Undang
ini sebagai Mahkamah Agung, atau jika MA belum dibentuk, maka
kewenangan diberikan kepada Pengadilan Tinggi dalam bentuk panel hakim
yang secara ekslusif terdiri dari hakim nasional Timor Leste.[10]

Namun tanggungjawab yang diberikan dalam undang-undang kepada
"Pengadilan yang berwenang" (yaitu Pengadilan Tinggi) tidak
berhubungan dengan litigasi. Sebaliknya, tanggungjawab tersebut
berkaitan dengan prosedur untuk pembentukan dan pendaftaran partai
politik,[11] dan kewajiban partai politik untuk melakukan pelaporan
setelah partainya terdaftar.[12] Oleh karena itu JSMP berpendapat
bahwa ada kemungkinan besar bahwa UU tentang Partai Politik
dimaksudkan untuk memberi kewenangan spesifik kepada Pengadilan Tinggi
tentang pendaftaran dan pelaporan partai politik.

Pasal 28 menunjukkan bahwa kewenangan tersebut tidak dimaksudkan untuk
meliputi yurisdiksi untuk mengadili sengketa jika terdapat
ketidaksesuaian dengan undang-undang. Pasal tersebut mengatur bahwa
tanpa mengurangi pertanggungjawaban perdata atau pidana, pelanggaran
terhadap Bab IV dari UU tentang Partai Politik (yang berkaitan dengan
pengelolaan keuangan) berarti partai yang bersangkutan harus membayar
denda, dalam jumlah yang termasuk dalam kisaran yang akan ditentukan
oleh "Pengadilan" . Cukup signifikan bahwa ketentuan ini tidak mengacu
pada "pengadilan yang berwenang", melainkan hanya menyebutkan
"Pengadilan" , suatu hal yang berbeda dengan pasal-pasal yang mengatur
tentang kewajiban pendaftaran dan pelaporan. Rupanya bahwa hal ini
menganjurkan bahwa setidak-tidaknya sebagian kasus yang menyangkut
ketidaksesuaian dengan UU tentang Partai Politik belum tentu harus
diadili oleh "pengadilan yang berwenang" (yaitu Pengadilan Tinggi).

Konstitusi Timor Leste juga menunjukkan bahwa kewenangan khusus yang
diberikan kepada Pengadilan Tinggi dalam Pasal 29 dimaksudkan agar
hanya termasuk mengawasi pendaftaran dan pelaporan partai. Konstitusi
mengatur bahwa salah satu kewenangan yang dimiliki oleh Mahkamah Agung
adalah untuk membenarkan legalitas pembentukan partai politik dan
koalisinya dan memerintahkan pendaftaran atau pembubarannya. [13]
Makanya ada kemungkinan besar bahwa UU tentang Partai Politik
dirancang untuk memberi kewenangan khusus tersebut kepada Mahkamah
Agung, dan sambil mengunggu pembentukan MA, kepada Pengadilan Tinggi.
Tidak ada ketentuan dalam Konstitusi yang mengatur bahwa UU tentang
Partai Politik harus memperluas kewenangan Mahkamah Agung atau
Pengadilan Tinggi agar dapat mengadili permohonan pada tingkat pertama
dalam semua sengketa yang timbul dalam partai politik atau yang
berhubungan dengan UU tentang Partai Politik.

Akhirnya, UU tentang Partai Politik tidak mencantumkan ketentuan
tentang prosedur yang harus diikuti dalam permohonan yang diajukan
kepada Pengadilan Tinggi tentang pelanggaran hukum. Rupanya juga bahwa
hal ini menunjukkan bahwa Undang-Undang tidak dimaksudkan untuk
menyimpang dari prosedur umum yang termuat dalam Hukum Acara Perdata.

JSMP prihatin bahwa hal-hal tersebut tidak dipertimbangkan oleh
Pengadilan Tinggi dalam putusannya. Dalam menentukan kewenangannya,
Pengadilan Tinggi hanya mengacu pada Pasal 29 dari UU tentang Partai
Politik dan mencatat bahwa Pasal tersebut mendefinisikan pengadilan
yang berwenang sebagai Pengadilan Tinggi. Pengadilan Tinggi tidak
mempertimbangkan kewenangan yang secara langsung diberikan kepada
"pengadilan yang berwenang" berdasarkan perundang-undangan atau
konteks dimana istilah tersebut digunakan. Pengadilan Tinggi rupanya
tidak mengingat bahwa undang-undang dapat memberi berbagai jenis
kewenangan kepada sebuah pengadilan, karena apabila Pengadilan Tinggi
mempertimbangkan hal tersebut maka akan dianggap perlu untuk
mempertimbangkan luasnya kewenangan yang diberikan kepadanya dalam UU
tentang Partai Politik.

JSMP berpendapat bahwa ada alasan kuat untuk percaya bahwa:
(a) UU tentang Partai Politik tidak dimaksudkan untuk menggantikan
Hukum Acara Perdata dengan memberi prosesur khusus untuk litigasi yang
harus diterapkan dalam kasus yang menyangkut pelanggaran hukum; dan maka
(b) Pengadilan Tinggi barangkali tidak mempunyai yurisdiksi untuk
mengadili permohonan pada tingkat pertama dalam kasus semacam ini,
atau jika Pengadilan Tinggi memang mempunyai yurisdiksi tersebut, maka
tidak perlu bersidang sesuai dengan kewajiban "Pengadilan yang
berwenang" berdasarkan UU tentang Partai Politik, yaitu sebagai panel
yang secara ekslusif terdidiri dari hakim nasional Timor Leste.
Kalau memang demikian, putusan dari Pengadilan Tinggi dalam kasus ini
pada sendirinya barangkali tidak sesuai dengan Konstitusi.
2.2. Batasan Waktu yang relevan dengan permohonan
Pengadilan Tinggi menyatakan dalam putusannya bahwa para pemohon telah
melebihi batasan waktu yang sah untuk mengajukan permohonan.

Namun JSMP prihatin tentang pertimbangan Pengadilan Tinggi terhadap
persoalan ini. Untuk menyelesaikan persoalan ini secara layak, maka
perlu mempertimbangkan ketentuan yang mengatur tentang batasan waktu
yang tepat. Jika batasan waktu spesifik tidak diatur dalam UU tentang
Partai Politik, maka batasan waktu yang diatur dalam Hukum Acara
Pidana harus diterapkan.

Pengadilan Tinggi, dalam putusannya, mengidentifikasikan Pasal 119
sebagai Pasal yang relevan dalam Hukum Acara Perdata. Pasal 119
disusun di bawah judul "Tindakan Partai" dan menyatakan:

Jika tidak diatur ketentuan khusus, batasan waktu sepuluh hari akan
berlaku kepada partai-partai untuk memohon tindakan atau penyelidikan
tertentu, mengajukan tuduhan tentang ketidakabsahan, mengeluarkan
pernyataan tentang peristiwa tertentu atau melaksanakan kewenangan
prosedural lainnya, dan partai-partai juga diberi batasan waktu
sepuluh hari untuk memberi tanggapan pada apa yang dinyatakan oleh
pihak lawan.

Dengan menerapkan ketentuan ini, maka Pengadilan Tinggi menyatakan
bahwa permohonan tersebut, yang diajukan kepada Pengadilan pada
tanggal 6 Juli telah melebihi batasan waktu, karena diajukan 48 hari
setelah tanggal pemilihan Kongres Fretlin.

JSMP percaya bahwa penerapan Pasal 119 dari Hukum Acara Perdata dalam
keadaan tersebut adalah tidak benar. Pasal ini jelas dimaksudkan untuk
memberi batas waktu umum untuk mengambil langkah-langkah prosedural
selama berlangsungnya persidangan perdata. Walaupun ketentuan ini
tidak mengatur secara langsung mengenai hal ini, JSMP percaya bahwa
tidak mungkin bahwa maksud disini adalah batas waktu untuk memulai
persidangan. Penggunaan batas waktu sepuluh hari untuk memulai
persidangan perdata akan sangat melemahkan kemampuan orang-orang di
Timor Leste untuk menegakkan hak-hak sahnya di pengadilan. Di
kebanyakan yurisdiksi, batas waktu untuk memulai persidangan adalah
beberapa tahun, dan bukan puluhan hari.


3. Imparsialitas Pengadilan Tinggi

Konflik kepentingan dapat terjadi jika hakim-hakim mempunyai hubungan
khusus dengan sebuah kasus yang ditanganinya. Dalam kasus semacam ini
imparsialitas hakim dapat dipersoalkan. Baik perundang-undangan Timor
Leste maupun hukum internasional menyatakan bahwa pengadilan dan hakim
yang bekerja di dalamnya harus tetap imparsial apabila melaksanakan
fungsinya.[14] Prinsip ini mencakup setiap keadaan yang dapat
menimbulkan konflik kepentingan atau keadaan yang dapat mengancam
kenetralan hakim. Keadaan tesebut dapat timbul jika ada hubungan
keluarga, keuangan atau organisasi antara hakim dan partai yang
terlibat dalam kasus yang ditangani oleh hakim tersebut.

JSMP menerima informasi bahwa dua anggota dari panel hakim yang
menangani kasus kongres Fretlin mempunyai hubungan kuat dengan partai
Fretilin.[15] Secara lebih spesifik, diketahui bahwa suaminya dari
Hakim Jacinta Correia da Costa dan Calon Hakim Maria Natércia Gusmão
Pereira, yang adalah anggota dalam majelis hakim Pengadilan Tinggi
untuk kasus ini, adalah anggota Komite Sentral Fretlin.

JSMP tidak ingin menyatakan bahwa pengambilan keputusan oleh
hakim-hakim tersebut secara sadar terpengaruh oleh posisi suaminya.
Namun, penting untuk menegaskan bahwa hakim yang mempunyai hubungan
pribadi langsung dengan orang yang terlibat dalam suatu kasus harus
mengundurkan diri dari kasus itu untuk meniadakan kemungkinan bahwa
mereka dapat dipengaruhi secara tidak sadar dan untuk menjamin bahwa
masyarakat dapat tetap percaya pada imparsialitas
Pengadilan-Pengadil an. Demi alasan tersebut, UU Kehakiman mengatur
bahwa seorang hakim dilarang mengadili kasus yang menyangkut orang
yang mempunyai hubungan dengannya (termasuk hubungan lewat
perkawinan). [16] Walaupun suaminya hakim-hakim yang menangani kasus
ini bukan pihak yang terlibat dalam litigasi, JSMP percaya bahwa
kepentingan mereka, sebagai anggota Komite Sentral Fretilin, mempunyai
hubungan yang cukup erat dengan kepentingan tergugat supaya dapat
ditafsirkan bahwa mereka "terlibat" dalam kasus ini, dan maka dapat
menimbulkan keprihatinan bagi masyarakat tentang imparsialitas kehakiman.


4. Keabsahan Statuta Partai Fretilin

Pengadilan Tinggi berpendapat bahwa pemilihan Kongres Fretilin adalah
sesuai dengan Statuta Partai yang mengizinkan pemilihan melalui angkat
tangan jika hal ini dimohon oleh 10% wakil dari kelompok yang hadir
dan asal disetujui oleh mayoritas.[17] JSMP setuju dengan penerapan
pasal ini tetapi merasa bahwa juga perlu untuk meneliti pasal-pasal
lain dan perundang-undangan yang lebih tinggi seperti UU tentang
Partai Politik, untuk mempertimbangkan apakah Pasal 17(2) dari Statuta
Partai Fretilin sebenarnya sah.

Dalam konteks ini ada dua persoalan yang perlu dianalisa:

4.1. Kesesuaian masing-masing ketentuan dalam Statuta Partai Fretilin
Dalam mempertimbangkan keabsahan Pasal 17(2) dari Statuta Partai
Fretilin, Pengadilan Tinggi terlebih dahulu mempertimbangkan
kesesuaiannya dengan Pasal 17(1) dari Statuta tersebut. Persoalan yang
dipertimbangkan adalah apakah Pasal 17(2) bertentangan dengan Pasal
17(1) yang mengatur bahwa pemilihan harus dilakukan secara rahasia.
JSMP setuju dengan pendekatan yang diambil oleh Pengadilan Tinggi
terhadap persoalan ini. Yaitu, jelas bahwa Ayat (2) dimaksudkan untuk
memberi pengecualian dari aturan umum tentang pemilihan secara
rahasia. Demi alasan tersebut, tidak ada ketentuan dalam Statuta
Partai Fretlin yang dapat membatalkan Pasal 17(2).
4.2. Keabsahan Statuta Fretilin menurut Undang-Undang tentang
Partai Politik
Namun, walaupun Statuta Fretlin tidak mempunyai pertentangan di
dalamnya, JSMP percaya bahwa Pasal 17(2) barangkali bertentangan
dengan UU tentang Partai Politik. Pada khususnya, Pasal 18(c) menyatakan:

"Penyusunan internal partai politik harus mengikuti aturan dasar
demokratik sebagai berikut:

(c) Pemegang posisi dalam organ-organ pimpinan hanya dapat
dipilih melalui pemilihan yang langsung dan rahasia oleh semua anggota
partai atau perkumpulan yang mewakilinya. "

Menurut prinsip hirarki undang-undang, jika peraturan yang lebih
rendah bertentangan dengan undang-undang yang lebih tinggi, maka
peraturan tersebut dinyatakan tidak berlaku. Menurut prinisip ini,
jika terdapat pertentangan dengan Pasal 18(c) dari UU tentang Partai
Politik, maka Pasal 17(2) dari Statuta Fretilin harus dinyatakan tidak
berlaku.

Namun Pengadilan Tinggi berpendapat bahwa tidak ada pertentangan
antara Statuta Fretlin, yang mengizinkan pemilihan melalui angkat
tangan, dan Pasal 18(c) dari UU tentang Partai Politik. Sebab
Pengadilan Tinggi menafsirkan bahwa syarat tentang pemilihan yang
"langsung dan rahasia" dalam Pasal 18(c) hanya diterapkan pada
pemilihan yang dilakukan oleh semua anggota partai, dan tidak berlaku
untuk pemilihan yang dilakukan oleh perkumpulan yang mewakili anggota
partai. Rupanya bahwa pertimbangan yang mendasari pendekatan ini
adalah bahwa sistem dimana anggota partai memilih perkumpulan untuk
mewakilinya dalam pemilihan pimpinan tidak dapat dianggap sebagai
pemilihan "langsung", dan maka syarat "langsung dan rahasia" tidak
dimaksudkan untuk berlaku pada proses tersebut.

JSMP percaya bahwa pertimbangan ini memuat kekeliruan. JSMP setuju
bahwa istilah "langsung" tidak dapat secara akurat menggambarkan
proses keseluruhan yang digunakan oleh anggota partai untuk memilih
perkumpulan yang akan memilih pimpinannya. Proses tesebut pada
definisinya adalah pemilihan "tidak langsung". Namun, syarat dapat
diterapkan agar perkumpulan itu sendiri harus melakukan pemilihan
langsung untuk pimpinan. Syarat semacam ini akan berarti bahwa para
anggota perkumpulan secara langsung memilih pemimpin, dan tidak
selanjutnya mendelegasikan kewenangannya untuk mengambil keputusan.
Menurut pendapat JSMP Pasal 18(c) mempunyai maksud seperti dijelaskan
di atas.

Sudah jelas menurut penafsiran bagian tersebut bahwa istilah "langsung
dan rahasia" dimaksudkan agar berlaku untuk kedua jenis pemilihan yang
disebutkan dalam Pasal 18(c) (misalnya pemilihan oleh semua anggota
partai atau pemilihan oleh perkumpulan yang mewakili semua anggota
partai). Susunan kata dalam kalimat tersebut menjelaskan bahwa istilah
"pemilihan langsung dan rahasia" berlaku untuk kedua hal yang kemudian
disebutkan. Seandainya bukan demikian, maka kalimat tersebut
seharusnya disusun sebagai berikut:

"pemegang posisi pada organ-organ pimpinan hanya dapat dipilih melalui
pemilihan yang langsung dan rahasia oleh semua anggota partai atau
oleh perkumpulan yang mewakilinya. "

Kenyataan bahwa susunan kata tersebut tidak digunakan harus mendukung
dugaan bahwa kedua jenis pemilihan harus rahasia.

Lagipula, sebagaimana diidentifikasikan oleh Pengadilan Tinggi
sendirinya, konteks dan kebijakan yang mendasari ketentuan dalam
undang-undang harus dipertimbangkan apabila menafsirkan undang-undang.
Dalam kasus ini JSMP percaya bahwa kebijakan yang mendasari ketentuan
tersebut sudah jelas. Ketentuan tersebut dimaksudkan untuk menjamin
bahwa pemilihan untuk pemimpin partai harus adil dan representatif.
Sejumlah syarat harus terpenuhi untuk menjamin agar para pemilih dapat
sepenuhnya melaksanakan haknya. Persyaratan tersebut termasuk merasa
aman jika memberi suara. Hal ini merupakan alasan fundamental untuk
menggunakan pemilihan rahasia. Pemilihan melalui angkat tangan
melemahkan hak pemilih untuk memberi suara secara bebas. Sebab, para
pemilih akan merasa tidak mampu memberi suara yang benar jika keadaan
membuatnya merasa tidak aman atau tertekan. Misalnya, hal ini dapat
terjadi sebagai akibat tekanan yang nyata atau yang dirasakan jika
tidak memilih calon tertentu. Kejadian semacam ini cukup relevan
berhubungan dengan pengurus Partai Fretlin karena para calon pengurus
memang memiliki kewenangan, dan sejumlah besar orang yang bekerja di
pemerintah sebenarnya berada di bawah orang-orang yang mencalonkan
diri agar dipilih kembali sebagai pengurus partai. Jika pemilihan
tidak rahasia, ada resiko bahwa keadaan tersebut dapat membuat para
pemilih lebih mempertimbangkan tekanan eksternal dalam memberi suara
daripada pendapatnya sendiri.

JSMP berpendapat bahwa pertimbangan ini tentang kebijakan tetap
penting untuk perkumpulan wakil yang memilih pimpinan partai seperti
halnya untuk para anggotanya sendiri yang secara langsung memilih
pimpinan. Sebab para anggota tidak dapat diwakili secara adil dan
memadai jika para anggota perkumpulan merasa tekanan psikologi pada
saat memberi suara.

Oleh karena itu, berdasarkan arti yang jelas diatur dalam ketentuan
tersebut maupun kebijakan yang mendasarinya, JSMP berpendapat bahwa
Pasal 18(c) mengatur bahwa semua pemilihan pimpinan partai politik
harus dilakukan secara rahasia. Kalau memang demikian, maka Pasal
17(2) tidak berlaku, dan proses yang diikuti dalam Kongres Fretlin
bertentangan dengan undang-undang Timor Leste.


5. Pemulihan Yang Dapat Diberikan

Walaupun diputuskan bahwa UU tentang Partai Politik tidak dilanggar,
Pengadilan Tinggi kemudian mempertimbangkan akibat dari suatu
pelanggaran semacam ini. Pengadilan Tinggi menarik kesimpulan bahwa UU
tentang Partai Politik tidak mengatur sanksi khusus untuk pelanggaran
Pasal 18, dan maka jika pelanggaran tersebut dilakukan Pengadilan
tidak akan mempunyai kewanangan untuk memberi pemulihan seperti yang
diminta (termasuk memerintahkan pelaksanaan kongres luar biasa dan
pemilihan baru di dalam Fretlin).

JSMP prihatin tentang pendekatan yang digunakan oleh Pengadilan
Tinggi. Pendekatan ini menganjurkan bahwa Pengadilan tidak mempunyai
kewenangan di bawah undang-undang untuk memberi pemulihan jika
undang-undang dilanggar. JSMP percaya bahwa Pengadilan Tinggi
bertanggungjawab untuk mencari sumber hukum lainnya yang akan memberi
kewenangan kepada Pengadilan Tinggi untuk menegakan undang-undang
secara efektif, jika kewenangan tersebut tidak diatur dalam UU tentang
Partai Politik. Belum tentu bahwa setiap undang-undang yang memberi
hak atau kewajiban kepada orang-orang tertentu akan juga memuat
ketentuan tentang kewenangan pengadilan untuk memberi pemulihan.

6. Kesimpulan dan rekomendasi

JSMP prihatin bahwa kasus ini menetapkan preseden yang rumit bagi para
hakim menengai pelaksanaan tugas-tugasnya di masa depan. JSMP
merekomendasi agar Pengadilan Tinggi mempertimbangkan aturan-aturan
yang berhubungan dengan profesionalisme hakim yang termuat dalam UU
Kehakiman, serta mengambil langkah untuk menghindari tindakan yang
dapat dianggap berat sebelah. Pengadilan juga harus teliti jika
mengambil keputusan agar mempertimbangkan semua prinsip hukum yang
relevan supaya kualitas putusannya terjamin dan keadilan dapat dicapai
dalam kasus yang diadilinya.

[1] Menurut Undang-Undang Timor Leste tentang Partai Politik, Kongres
atau Kongres Nasional partai merupakan organ pertimbangan tertinggi
pada tingkat nasional. Kongres tersebut mempunyai kompetensi ekslusif
untuk menyetujui aturan partai dan program politik, mengambil
keputusan tentang penggabungan dan koalisi dengan partai lain. Kongres
partai harus dilaksanakan secara berkala, setidak-tidaknya sekali
dalam empat tahun: lihat Pasal 19 dari Undang-Undang 3/2004 tentang
Partai Politik.
[2] Pasal 106 dari KonstitusiTimor- Leste.
[3] Orang-orang tersebut adalah: Vitor da Costa, Vicente Mau Boci,
Adérito de Jesus, Igidio de Jesus, César Moreira, Ricardo Nheu,
Armando Midar dan Adolfo António Belo.
Putusan Pengadilan dalam kasus No. PP-Div/2006/ 01.
[5] Peraturan Pemerintah RDTL 1/6006. KUHAP dilampirkan pada
undang-undang ini.
[6] Undang-Undang 3/2004 tentang Partai Politik.
[7] Sayang sekali JSMP tidak dapat memberi analisa rinci tentang Hukum
Acara Perdata dan penerapannya dalam kasus ini. Sebab, Hukum Acara
Perdata belum diterjemahkan ke dalam salah satu bahasa yang selain
daripada Portugis. JSMP mengimbau kepada Pemerintah dan UNMIT agar
undang-undang Timor Leste secepatnya diterjemahkan ke dalam bahasa Tetun.
[8] Lihat misalnya Pasal 97(1) yang mengatur bahwa kewenangan untuk
mengusul undang-undang dimiliki oleh a) Para anggota Parlemen, b)
Kelompok-Kelompok Parlemen; dan c) Pemerintah. Juga lihat Pasal 98(1)
yang memberi kewenangan kepada Parlemen Nasional untuk mencabut atau
merubah undang-undang yang disahkan oleh Pemerintah (selain daripada
yang disahkan berdasarkan kewenangan ekslusif yang dimiliki Pemerintah
untuk mengeluarkan undang-undang) .
[9] Lihat Pasal 11, 12, 14, 15 dan 17 dari Undang-Undagn 3/2004
tentang Partai Politik.
[10] Pasal 29(1) dan 29(2) dari Undang-Undang 3/2004 tentang Partai
Politik.
[11] Pasal 11(2) mengatur bahwa partai politik harus didaftarkan dalam
buku pendaftaran yang disimpan di pengadilan yang berwenang, dan
menyatakan bahwa setelah didaftarkan demikian maka partai yang
bersangkutan mempunyai keabsahan yuridisal. Pasal 12(3) memberi
kewenangan kepada Pengadilan yang berwenang untuk menyelesaikan
persoalan yang menyangkut nama atau wakil dari partai politik lainnya
yang serupa. Pasal 14(2) mengatur bahwa banding dapat diajukan kepada
Pengadilan yang berwenang jika Menteri Kehakiman menolak pendaftaran
sebuah partai politik. Pasal 15 mengatur tentang proses untuk
pengabulan dan penerbitan pendaftaran bersyarat untuk sebuah partai,
yang mana akan dilaksanakan oleh Ketua Pengadilan yang berwenang.
[12] Pasal 17(1)(b) mewajibkan partai untuk memberitahu pengadilan
yang berwenang tentang perubahan selanjutnya terhadap aturan dalam
serta programnya, pengidentifikasian para pemimpinnya, perubahan
alamat markas nasional dan tentang segala macam penggabungan atau
koalisi politik yang dilakukan.
[13] Pasal 126(1)(e) dari Konstitusi Timor-Leste.
[14] Pasal 7 dari Undang-Undang 8/2002 tentang Kehakiman; Pasal 14(1)
dari Konvensi Internasional tentang Hak-Hak Sipil dan Politik (yang
diberlakukan sebagai hukum di Timor Leste berdasarkan Pasal 9(2) dari
Konstitusi Timor-Leste. )
[15] JSMP bertanya kepada salah satu pemohon pada tanggal 14 Agustus 2006.
[16] Pasal 8, Undang-Undang 8/2002 tentang Kehakiman. Juga lihat
perundang-undangan yang disahkan sebelumnya: Regulasi UNTAET 2000/11
tentang Penyusunan Pengadilan di Timor Leste, Pasal 20.3.
[17] Pasal 17(2) dari Statuta Partai Fretilin.

Totel
Ao colocar aqui estes dois textos a sua importância é absolutamente diminuta, exceptuando a importância histórica, se nos situarmos na realidade que é o que interessa aos timorenses nos dias de hoje. Hoje o que ficou de importante é o seguinte:
- A Fretilin não é um partido democrático.
- No seio da Fretilin a facção liderada por José Luis Guterres, assim que tentou virar o partido para uma linha moderada, realista e democrática foi de imediato cilindrada pela prepotência, corrupção e ameaça da facção liderada por Alkatiri/Lobato/Lu Olo.
- Que no Congresso último da Fretilin ficou claro que os delegados foram ameaçados e chantageados no sentido de votar a favor da eleição de "braço no ar", em função da perda do emprego na Função Pública.
- Todos os timorenses sabem que as conclusões do Congresso da Fretilin foram um conjunto de ilegalidades só aceites pelo governo da Coreia do Norte e de Moçambique.
- Que os timorenses sabem que a decisão do tribunal quanto ao reconhecimeto das conclusões do Congresso se enquadrou numa acção a que o povo maubere já denominou de MAFIA.

oi Angela. Voltei a ler seu blog após minha ultima viagem - quase semrpe entre Angola e Brasil. Continua sendo minha informação de base sobre Timor. Um abraço
José Gonçalves

Aonde iremos parar? Bom... eu, vim aquí dar a propósito da origem da palavra saloio. Vim aqui dar e perdi-me. Quer dizer, a origem da palavra já pouco importa. Vem do àrabe remonta ao grego... mas a minha busca a esse propósito, pôs-me em contacto contigo a falar de um povo que querendo eu ou não, me toca. Sem vergonha, sem vaidade ou orgulho. Temos em comum a palavra saloio e, sem pretensão, mais coisas. A última vez que lí a propósito do quinto império, foi num texto de Agostinho da Silva; Um Império sem Imperador! Uma utopia antiga já sonhada pelo Padre António Vieira. Uma escapatória de recurso, para evitar trilhar até ao fim o caminho da loucura imposta aos seres de boa índole.
Gostei de te conhecer. O lugar a que iremos parar... julgo, teremos de o sonhar, persistentemente, até onde a alma alcançar.

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