Sexta-feira, Agosto 28, 2009 

O Referendo de 30 de Agosto de 1999

Timor, Timor, tão longe, tão perto! Timor Lorosae!
No dia do Referendo, a esperança e os sonhos eram imensos! Em Lisboa, a 30 de Agosto de 1999, eu, bem como outros tantos milhares de compatriotas escolhemos conscientemente, quisemos a independência! No estrangeiro, fosse em Lisboa ou em Sidney, o cenário era o mesmo: alegria, abraços, emoção pela certeza de que estávamos a escolher o nosso destino! Naquele dia memorável, materializava-se o sonho! Nós traçámos o nosso destino. Votámos pela independência!
Por essa altura, havia algo que nos enchia de orgulho: éramos todos timorenses! Unidade, era a palavra de ordem trazida da Convenção de Peniche quando, em Abril de 1998, o Conselho Nacional de Resistência Timorense substituiu o Conselho Nacional de Resistência Maubere, num sinal claro de que nada mais nos desunia e todos éramos poucos para defender Timor! Então, ninguém falava de puros ou mestiços, Lorosae ou Loromonu, de dentro ou de fora...
Os grandes males de Timor-Leste herdados do passado recente persistem. Os desafios são enormes. Em todas as áreas: na Justiça, na Saúde, na Educação, na Defesa e na Segurança, nas Infra-estruturas, na Administração Pública ou na Economia. Continuamos com falta de recursos humanos. Lutamos pela consolidação da nossa identidade. Quase nos deixámos levar pelos que apostaram em nos transformar no novíssimo Estado falhado deste milénio! Acordámos a tempo e percebemos que a nossa impreparação enquanto país independente aliada à nossa pequenez geográfica não é entrave para a manifestação da nossa soberania, da defesa dos nossos direitos e aprendemos a defendê-los sem receio de ferir as susceptibilidades e os interesses dos nossos vizinhos.
É verdade que campeiam a corrupção e a impunidade, a violência doméstica, o trabalho infantil, a prostituição, o desemprego. Mas é ainda verdade que, a par da edificação do Estado, a condição de país pós-conflito obriga necessariamente à tarefa hercúlea de recomposição da desestruturada sociedade timorense. Não é uma desculpa para os males que assolam o país nem sequer justifica o ainda mau estado em que nos encontramos. Mas é uma explicação válida para os altos e baixos por que temos passado...
A batalha pela conciliação, pelo desenvolvimento, pela construção da paz e do Estado é lenta, difícil! Não é, contudo, impossível!
Paulatinamente, vamos construindo o Estado de Timor-Leste. Um Estado de direito consagrado na Constituição da República, democrático, soberano, independente e unitário, baseado na vontade popular e no respeito pela dignidade da pessoa humana, com reconhecimento e valorização das normas e dos usos costumeiros.
Queremos, temos a convicção profunda – ainda que de vez em quando nos ponhamos em causa - que Timor-Leste será terra do leite e do mel e, como costumamos dizer quando as coisas não nos correm de feição, se não for nos nossos dias, será nos dos nossos vindouros. Contudo, e ainda que o leite e o mel tardem a chegar a esta terra, estou certa de que nenhum dos timorenses que votou pela independência naquele dia histórico de 30 de Agosto de 1999 põe em causa a sua escolha. A essa escolha consciente, a essa vontade tão profundamente interiorizada de independência, apenas temos agora de acrescentar determinação, união de esforços e trabalho! Por Timor-Leste! Para que se cumpra na plenitude o desígnio do Referendo de 30 de Agosto de 1999.

Terça-feira, Fevereiro 03, 2009 

Um olhar breve sobre Díli

Uma Nação não se faz num abrir e fechar de olhos nem a educação se adquire de um dia para o outro. Por isso, não há que ser intransigente. Vivemos ainda com os hábitos adquiridos durante 24 anos de um quotidiano marcado pelas regras da sobrevivência sem que a educação cívica fosse tida – logicamente – como uma prioridade.
Apesar de tudo, avança-se, ainda que devagar e com alguma desorganização. Há desenvolvimento, há crescimento. Mas subsiste a desorganização. Díli, a capital de Timor-Leste, é disso um bom exemplo. Cresce sem um plano director de urbanização. Mais diria que está vulgarizado e bem aceite o conceito de crescimento ao deus-dará.
Os passeios de Díli estão a ser arranjados, há menos animais nas vias públicas, os funcionários da Administração local fazem regularmente a limpeza das ruas, sem haver do lado do cidadão o cuidado de a manter limpa.
O trânsito quase não conhece horas mortas e é caótico. Muito automóvel, muitos jeeps particulares e do Estado (que aqui se diz do Governo), da ONU, muitas camionetas, microletes (autocarros pequenos) , biscotas (autocarros maiores), “tiga-roda”, bicicletas, motos. Vêem-se alguns sinais de trânsito aconselhando a andar a menos de 50Km/hora, limite para o cidadão comum nem sempre cumprido por todos, com particular realce para os carros da polícia (mais a internacional) que, numa ostensiva manifestação algo saloia do seu poder (poder pequenino mas sempre poder!) anda veloz seja dia seja noite e em que circunstâncias for.
Os “tiga-roda”, as bicicletas e as motos nem sempre cumprem as regras de trânsito, tanto se lhes dando que a via seja de dois ou de um só sentido.
As motos transportam uma família inteira. O pai e a mãe andam com o capacete posto cumprindo as regras que, contudo, não são extensivas às crianças porque as motos são meios de transporte apenas para uma ou duas pessoas. Ora as crianças – duas, três ou até quatro, tudo dependendo do tamanho da família - quando andam com os pais nesse meio de transporte de duas pessoas transformada rapidamente em familiar amontoam-se... com algum jeito, é verdade, no dito cujo meio de transporte de família; ou ficam à frente do assento do pai ou entre este e mãe, todos muito agarradinhos. Às vezes andam apenas com o pai-motorista. E é vê-las, duas, três quatro, procurando manter-se direitas num tem-te-não-caias, agarrando-se com os seus bracitos à cintura do que vai à frente que, por sua vez, se agarra ao pai-motorista que tem à sua frente e junto do depósito de combustível uma outra criança. Presumo que vão para escola, o que quer dizer que ainda há que arranjar espaço para as mochilas.
Já me aconteceu ver uma criança que, embalada pelo movimento da moto, quase adormeceu e em resultado disso ia escorregando para fora do assento. Valeu-lhe o pai ter-se apercebido do afrouxamento do abraço em volta da cintura e ter parado a tempo...

As casas comerciais multiplicam-se, são um sinal evidente de desenvolvimento, de vitalidade. Crescem em qualquer canto da cidade, em habitações mal reparadas, por vezes num aproveitamento oportuno de casas desocupadas em 1999. O movimento dos clientes deixa antever que os comerciantes não perdem dinheiro e que devem até ter algum lucro. Só que não é excessivo dizer que o lucro conseguido não é, nunca é utilizado para melhorar coisa nenhuma que saia do estrito e muito particular interesse do comerciante.
Recordo que, no início da década de sessenta, quando Díli era uma cidade poeirenta, sem ruas alcatroadas, sem energia eléctrica e com as lojas comerciais a funcionar em casas de palapa cobertas de colmo e a cair de velhas, o Governador Themudo Barata decidiu lançar um desafio aos comerciantes exortando-os a substituí-las por casas de pedra e cal. A reacção foi rápida: não tinham dinheiro para o fazer. Mas o Governador não desarmou e o seu argumento de que, apesar de comerciar em casas de palapa, o facto de manterem as lojas abertas onde havia significável movimento de clientes era sinal de que faziam dinheiro, deitou por terra as razões dos comerciantes. O aspecto da Rua Dr. António de Carvalho (hoje Nicolau Lobato) e da Colmera, onde se situa o edíficio San Tai Ho então considerado sumptuoso, melhorou substancialmente.
Talvez tenha chegado a hora de os responsáveis pela urbanização da cidade exortarem os comerciantes a reparar o interior e o exterior das suas lojas, a pintar as paredes, umas sujas, outras sem pintura nenhuma, a lavar as varandas igualmente sujas onde os vendedores de rua se aglomeram em pacífica coabitação com os comerciantes formais. Pensando melhor, o ideal seria que essa medida a ser tomada fosse extensiva a todos os edifícios públicos!
A manter-se este estado de coisas, não admira que se diga que Díli não é uma cidade simpática. Nem bonita. Ou que Díli é o pior de Timor-Leste. Ou que, conhecendo apenas Díli, não se fica a conhecer Timor-Leste. Mas, sendo a capital, é urgente transformá-la! Depressa e bem!

Terça-feira, Janeiro 27, 2009 

A banalização do desrespeito e do desprezo




O culto dos mortos é, em Timor-Leste, um caso sério. E quase me atrevo a dizer que se respeita mais a memória de um morto do que se respeita um ser humano vivo. Por outro lado, se há sítio onde todos, depois de morrerem, passam a ser bons, é aqui em Timor-Leste. Culto, cerimoniais da morte, choros de transido sofrimento...
Tudo parecia ser assim tão linear, tão certo, tão sentimento...
Pena é que o sofrimento, a dor, o respeito e a educação sejam permeáveis a algumas modas. Que o culto se consuma perante a cobiça de alguns vivos que não olham a meios para alcançar os seus fins. Se não há espaço para sepultamento de novo inquilino do cemitério de Santa Cruz há que o arranjar. O que se faz com a profanação descarada de campas para reutilização.
Há desrespeito, desprezo pelos restos mortais daqueles que, tendo partido há muito tempo, não têm familiares que defendam o direito dos mortos ao descanso em paz.
O Cemitério de Santa Cruz está cheio como um ovo e, nem mesmo existindo mais cemitérios / com excepção do cemitério de Santana - , as pessoas desistem de ali enterrar os seus entes queridos. É verdade que em Santa Cruz se descansa, só que não eternamente...
Quando morre alguém, é uma dor de cabeça para os que transportam o caixão e para os acompanhantes. Acompanhar o morto à sua “última” morada, significa, sem pudor, pisar, saltar por cima das sepulturas existentes. Como já não há espaços vazios, enterra-se o morto na campa de um familiar. E quando não as há de familiares, então vá de profanar os restos mortais de outrem. Os mortos não falam e não podem resistir aos negociantes da morte...
Um dia destes, entrei no cemitério e, num gesto habitual, olhei para o lado esquerdo de quem entra pela porta principal, de frente para a capela, onde havia a sepultura de um velho e solitário senhor a quem valeu na hora da morte – há umas dezenas de anos - um grupo de amigos a prestar-lhe devida homenagem enterrando-o em campa rasa evitando assim que o colocassem numa vala comum. Em lugar da campa rasa em cimento, cor de cinza, há, agora, uma nova, alta, colorida, como aliás é hábito aqui no país. Estranhei. Recordei as palavras de alguém que me afiançara que havia quem fizesse negócio com as campas.
Lembro-me que noutros tempos havia um coveiro que tratava cuidadosamente do cemitério, recordo que havia um ossário. Não sei se continua a existir um lugar onde sejam condignamente colocados os restos dos que perdem o lugar. Ignoro mesmo se haverá hoje alguém a quem nos possamos dirigir para dizer de nossa justiça.
Parece-me urgente que corajosamente se tomem medidas e se encerre o cemitério de Santa Cruz proibindo novos enterros. Se, mesmo por omissão, aceitamos e assistimos impávidos ao acto ultrajante da profanação do cadáver de outro ser humano, estamos também a aceitar que as lágrimas que deitamos pelos que partem não são mais que lágrimas de crocodilo. Pior, aceitamos bem que, um dia mais tarde, e na cíclica renovação de desrespeito, haverá quem faça o mesmo aos nossos mortos, a nós próprios...
E porque já não se sabe onde começa e termina o respeito seja pelo próximo vivo seja pelo morto e a tradição já não é o que era dantes, não haverá flor colocada na “Cruz Bo´ot” que chegue para ajudar no perdão dos nossos pecados...

Terça-feira, Janeiro 20, 2009 

Sofia, uma Senhora muito Ferik

Em Timor-Leste, a mortalidade infantil, tal como a materna, é elevadíssima. A esperança de vida dos timorenses queda-se abaixo dos sessenta anos. Mas há algumas raras excepções. Sofia é uma delas. Sofia é efectivamente uma senhora muito velha. Conta muitas histórias de Díli, do tempo do “Governador Celestino”, (que foi Governador de Timor entre 1894 e 1908) quando ela era ainda uma rapariguinha e vivia na cidade até que um dia, se apaixonou pelo Mau Loi e se mudou para a montanha, aí tendo feito toda a sua vida.
Sofia é uma sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, dos desmandos de 1975 e de 1999. Faz muito tempo que Mau Loi e o único filho do casal, Eugénio, morreram. Mau Loi morreu de velhice. O Eugénio pereceu jovem. Porque teve a ousadia de “defrontar e de desrespeitar os deuses, as forças vivas da Natureza”. A Sofia sobreviveu à dor da perda dos seus entes mais queridos. É que, sendo Sofia natural da zona central de Timor, os seus outros parentes esfumaram-se na névoa dos tempos.
De vez em quando chegam notícias de que está muito doente. Quando assim sucede, há uns pseudo-pragmáticos olhados de esguelha pelos outros locais que arriscam dizer que “ela já viveu o seu tempo”. Sofia nega-se a vir tratar-se a Díli, preferindo permanecer na sua casita, ali para os lados de Lau Krabit, no distrito de Liquiçá, onde se sente em segurança e é tratada com imenso carinho pelos seus inúmeros afilhados e por aqueles a quem Sofia ajudou a ver a luz do Sol, quando, na montanha, ajudava as mães no parto.
Sofia já não tem capacidade física para tratar do café, do chá nem da horta. Mas, continua lúcida e há algum tempo, quando soube que os velhos iam ter direito a pensão de sobrevivência, Sofia fez-se a caminho e dirigiu-se ao suco mais próximo para se registar a fim de poder habilitar-se à pensão.
A sua generosidade é reconhecida. Ainda não há muito tempo, um dos afilhados morreu. E Sofia participou nos gastos da cerimónia como manda a tradição timorense, oferecendo o porco – o único - que engordava no curral na esperança de o vender um dia e de assim melhorar os seus parquíssimos proventos.
A ideia que tenho de Sofia é o de ter sido sempre uma velha senhora alegre, que gostava de andar com os seus kambatik floridos com cabaias de renda ou seda a condizer, de óculos escuros a defender-se da luz solar, de carrapito de negro cabelo preso por ulsuku de prata e brilhante de óleo de coco, contando inúmeras histórias do tempo do Governador Celestino, soltando sonoras gargalhadas, rindo-se até dos seus males. Em dias de festa, Sofia não dispensava o seu copinho de vinho e um cigarro. E, claro, também não dispensava o seu café. Menos ainda mascar o bétel, a areca e a cal. Cuidadosa com a sua saúde, Sofia não abusava do açúcar porque tinha imenso cuidado com os dentes. Hoje, quando se ri, ainda se vê uma fiada de dentes aguçados, pequenos. Dizem os montanheses mais velhos que já teve três dentições.
Tendo em conta que estamos em 2009 e que o Governador de Timor Celestino da Silva deixou de o ser em 1908, Sofia, que era na altura uma rapariga, tem, certamente, mais de cem anos.
Sofia não é eterna. Por isso, antes que o tempo a leve, talvez alguém com poder de intervenção social e político, vencendo os caminhos de cabras ou as estradas destruídas pela força das chuvas e por anos de descuido, tente chegar a Sofia. Talvez que alguém se lembre de fazer um levantamento sobre o número de anciãos por esse Timor profundo, onde, certamente, haverá muitas mais Sofias a precisar de carinho e de apoio social.

Segunda-feira, Janeiro 19, 2009 

Ainda a tempo...


Há dias, mais concretamente a 9 de Janeiro, tive oportunidade de acompanhar a emissão do “Timor Contacto” através da RTP Internacional. Pensava eu que o Timor Contacto servia para difundir as actividades dos portugueses neste país ou até mesmo a cultura timorense e que deixasse a política para os políticos. Mas, a par da apresentação de algumas imagens de danças timorenses, o “Timor Contacto “ aproveitou – pelo menos nessa emissão - para fazer algumas incursões pela política timorense. E foi assim que ouvi o Sávio – com pronúncia portuguesa de Timor - falando a despropósito da “falta de identidade” timorense. Não sei em que país Sávio terá vivido. E quase apetece perguntar-lhe se terá crescido em Timor e que terá animado a Resistência Timorense na sua longa luta contra a ocupação indonésia? Não terá sido justamente pela vincada identidade timorense tão distinta, por exemplo, da do outro lado da ilha de Timor que ascendemos à independência? Para além de que as danças apresentadas são uma manifestação da identidade cultural timorense. Ou não? Já no fim da emissão, a locutora Soraia – com pronúncia portuguesa de Portugal - refere que Timor-Leste ainda está muito colado à liderança de 1975. E Soraia justifica o seu argumento das reminiscências “ditatoriais” em Timor-Leste acompanhando o discurso com as fotografias do Presidente Ramos Horta, do Primeiro-Ministro Xanana Gusmão e do ex-Primeiro-Ministro Mari Alkatiri. A que propósito, com que interesse e por encomenda de quem?

Quarta-feira, Dezembro 31, 2008 

Em 2009, Recomeça...



Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…

Miguel Torga

PS: Amanhã adiciono a foto. A INTERNET anda a passo de caracol cansado...


Quarta-feira, Dezembro 24, 2008 

Feliz Natal!


Respira-se paz. O ambiente está tranquilo. A cidade está num frenesim próprio da época que vivemos. As ruas de Díli estão mais animadas e a noite não se apresenta tão calada nem tão triste como nos anos passados. E dos distritos não há notícia de caos. Pelo que, contrariando o que li sobre um artigo publicado em Sidney, por mais que me esforce – e o dia está claro e luminoso! – não consigo descortinar o tal ambiente de caos e de anarquia que alguém viu ou vê em Timor.
O que não quer dizer que não persistam alguns problemas que necessitam efectivamente de solução.
Sim, reparei que a notícia preconiza que as forças internacionais devam ficar aqui por mais algum tempito. Concordo que é preciso que fiquem. Mas, o que seria desnecessário era que se pintasse a manta de tão negro para que tal aconteça. Especialmente porque os pintores ou tecelões da manta devem ser os dos mesmos olhos desatentos de quem não previu o atentado ao Presidente Ramos-Horta...
E, pronto, depois disto, Feliz Natal!