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quinta-feira, novembro 01, 2007 

Educação para a tolerância precisa-se

O que se segue é a cópia digitalizada de uma resposta a um exercício escrito que os meus alunos da Universidade fizeram uns tempos depois dos acontecimentos violentos de 2006.



A pergunta é: Assistiu nas aulas à exibição do filme “Hotel Rwanda”. Leu n”A língua das borboletas” sobre o medo da perseguição política. Considera que a arte (cinema, literatura, artes plásticas, etc…) pode ter um papel positivo na prevenção do racismo, xenofobia, discriminação étnica ou religiosa, ou outras formas de violência? De que forma?

Uma pessoa deu esta resposta, que ilustra a percepção que muita gente tem do que aconteceu (culpando OS OUTROS): “Sobre o filme Hotel Rwanda é muito triste / sobre o tutsi e o hutu / o hutu mataram o tutsi foi refugiado em Hotel Rw /anda. É igual como o Timór é loro-sa’e e loro-monu e loro-sa’e é muito criminoso e cruel.
A ling. das borboletas sobre o medo da política / o moncho grita também o criminoso, rasista, ver melhos [melros], gosto de comedor as c[r]iancinhas e a filho de má mulher, forma sobre as violências em mundo tem muita discriminação. Pode ter uma papel positivo na prevenção do racismo…

[O negrito é nosso]


Para lá das dificuldades óbvias de interpretação (o sistema de ensino timorense precisa de intervenção urgente desde o nível da escola primária), o que salta à vista é a visão parcial das coisas, a incapacidade de analisar os acontecimentos em Timor sem ser pela responsabilização de um inimigo colectivo externo ao grupo, que é demonizado (podem ser os de lorosa’e, os de loromonu, os do partido x ou do partido y, os australianos, ou outros).

P.S. – A imagem é a que é mencionada aqui.

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