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quarta-feira, fevereiro 07, 2007 

Trabalho...

O anúncio do arquivamento do processo de investigação ao alegado envolvimento do antigo Primeiro-Ministro suscitou natural manifestação de regozijo entre os seus familiares, amigos e correligionários de partido.
Quem não reagiu bem foi o Movimento de Unidade Nacional para a Justiça. Diz que a Justiça não funciona. E hoje, defronte do Palácio do Governo, lá estão agumas dezenas de manifestantes exigindo a saída dos juízes da CPLP/Maputo que assinaram a notificação. Manipulação da Justiça e neocolonialismo pela CPLP são as mensagens que ficam.
Se a Procuradoria-Geral da República considerou não haver evidências suficientes e se decidiu pelo arquivamento, lá tinha as suas razões para o fazer.
Agora, o que se compreende mal é que o número dois da PGR tenha vindo a público dizer que desconhecia a decisão e que, um dia depois, da Austrália onde está de visita, o PGR tenha reconhecido que a falta de provas ditara o encerramento da investigação.
Dará assim tanto trabalho planear o trabalho, o anúncio de decisões sérias, como é este caso, de forma a que elas surjam aos olhos do mais comum dos cidadãos como um facto normal e transparente?


Onde é que eu já ouvi isto?

Apetece me fazer a mesma pergunta da Ana, infelizmente a justiça podia ser muito melhor do que é, Timor devia dar cartas ao mundo por tudo o que já sofreu e ensinar que tudo em termos de justiça podia ser melhor. Quem já sofreu tanta injustiça podia escolher melhor os magistrados para uma verdadeira justiça.

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