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sexta-feira, fevereiro 09, 2007 

Semáforos na cidade

É normal em qualquer parte do Mundo mas, aqui em Díli, é notícia: os semáforos que estavam a ser colocados há bem mais de um mês, fizeram a sua aparição triunfal em algumas artérias da cidade!
Comentei o facto com um colega que, encolhendo, os ombros lhes vaticinou um período curto de vida. Dizia ele que o mais certo era serem partidos na primeira oportunidade. A primeira oportunidade, está-se mesmo a ver, resultará da loucura momentânea de alguém que, de imediato, criará moda. Espero que o meu interlocutor esteja enganado!
O trânsito na cidade é completamente caótico. Vai-se sempre pelo caminho mais curto e o interesse individual sobrepõe-se sempre ao colectivo. Por isso se ultrapassa quando, como e onde se quer, se faz inversão de marcha conforme o apetite, se pára no meio da via para conversas com o condutor do lado (seguindo ou não na mesma direcção); E como temos todo o tempo do Mundo, andamos devagar, muito devagar...
Um dia destes, ali para os lados de Fatu-Hada, com medo de apanhar uma pedrada (depois de ter sabido que uma amiga minha fora apedrejada e teve a sorte de ficar “apenas” com o pescoço completamente negro porque o vidro amorteceu a pancada) acelerei o carro e, achando que ia a uma grande velocidade, resolvi olhar para o mostrador: ia a 60km à hora!
O facto de andarmos devagarinho não significa que haja segurança. Pelo contrário, de tão devagar, as pessoas distraem-se, conversam, olham a paisagem, talvez até adormeçam e quando dão por isso, zás! Já está!!! Depois, é só esperar que a multidão que de imediato se junta não se ponha contra nós, que a polícia chegue depressa.
Se a coisa azedar, o melhor mesmo é ir à esquadra ou, quem esteja para aí virado, negociar umas notitas como indemnização pelos danos causados. A interpretação de “danos causados” varia conforme a hora e a disposição de cada um. Olha, remira-se a motoreta, o táxi, o automóvel à coca de um risco, uma mancha, qualquer coisa! A indemnização também depende do “estatuto” do causador do acidente. Se for estrangeiro, piora um bocado. Se for timorense, a forma como está vestido e o carro em que se faz transportar também conta.
Lembro-me de uma cena a que assisti em Comoro quando uma camioneta de mudanças transportando bens de um internacional teve o azar de se aproximar de meia dúzia de pés de milho. O dono da horta gritava desvairado contra a sua má sorte ao mesmo tempo que exigia a “módica” quantia de $400 USD de indemnização. Depois de duas horas, o senhor desembolsou $200 USD! No dia seguinte, o milho continuava verde...
Imagine-se se há o azar de alguém bater numa motoreta que transporte pai, mãe, filho, filha e ainda um saco com qualquer coisa lá dentro. Pode bem acontecer que, na queda, a família se suje, ficando cheia de poeira e o conteúdo do saco se espalhe...
Claro que o veículo de duas rodas não devia servir para transportar uma família de quatro pessoas e a obrigatoriedade do uso do capacete não deveria ser apenas para o condutor. Mas isso é outra história e não faz parte deste departamento!

ola angela. fico admirado de ainda em timor não haver seguros para os veículos.havendo agencias de companhias de seguros nos diversos ramos,seria uma mais valia para condutores,empregadores.As agencias de seguros irian propocionar mais empregos.penso eu .... ate amanhã. o luis na costa da caparica

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