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quarta-feira, dezembro 20, 2006 

Flashes

Os gangs digladiam-se. A ferro e fogo.

Há um morto. Quem matou? Primeiro foram os do Bangladesh. Depois foram os australianos. A comissária internacional diz que o Sebastião já estava morto quando as forças internacionais chegaram ao local do conflito de domingo, junto à mesquita. O novo representante do Secretário-Geral da ONU pediu, via televisão, que a família permitisse a autópsia. Mas, para isso, precisava do corpo... Um familiar respondeu que bastava a sua palavra...

No Parlamento debate-se o pacote eleitoral necessário para que haja eleições. Que devem realizar-se até Maio de 2007. Livres, justas, democráticas, deseja-se! Mas, há quem tenha a certeza de já as ter ganho! E de ficar no poder ad eternum, acrescenta um jovem com ar zombeteiro...

Surgiu um novo partido. Registado, pronto para as eleições, formado por“gente jovem”, comenta-se. É que há muito quem ache que a geração de 1975 não provou -ou por outra, provou mal - e deve dar lugar aos mais novos...

Wiranto e Alatas estão connosco. Já não são inimigos. Os nossos inimigos agora, somos nós próprios!

As armas de Alfredo podem ter vindo do lado de lá da fronteira. Diz-se. Escreve-se. Investiga-se.

É positivo o encontro entre as FDTL e os peticionários. Afinal, eles existem!

Os deslocados ficam nos campos até 30 de Dezembro. Sentem-se inseguros. Tal como quem vive ou passa perto desses campos...

Díli está quase vazia. Os cooperantes internacionais foram de férias para fora de Timor. Díli é só para trabalhar, ouviu-se... E nós calamo-nos porque o que fazemos não dá para cativar ninguém...

Aqui e além, na rua, vê-se um grupo preparando timidamente o presépio. Estamos a uns dias do Natal e já se diz que as cerimónias religiosas terão de acabar mais cedo... A jovem do supermercado comenta: Este Natal vai ser tão triste!

Não há provas contra o Alkatiri. E contra o Rogério, também não? E se não foram os dois, se o Poder está nas mãos da Fretilin desde 2001, se a Nação era a quinta da Fretilin, então quem introduziu as armas em Timor Leste. Quem é dizia que a Fretilin era o povo e o povo era a Fretilin? O Rai Lós e o Labadai, quem os armou? E donde apareceram as armas do Alfredo?
Só falta agora o Ministério público culpar os partidos da oposição ou a Igreja Católica.
Por este andar, desconfio que não há culpados nesta história.

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