A importância da informação
A RTTL transmite as suas emissões por satélite, o que quer dizer que os timorenses que vivem no estrangeiro podem seguir o noticiário da televisão.
Uma família timorense radicada na Austrália há bastantes anos, saudosa de
Acontece que nem sempre há noticiário e nem sempre se noticia o que se passa. Assim foi, por exemplo, na quinta-feira passada quando uma avaria técnica serviu de justificação para a falta de informação. Assim foi também com os acontecimentos de domingo à noite. Naturalmente não houve reportagem, porque, a desoras e em dia de folga, os profissionais da rádio e da televisão estão a descansar. São poucos, não recebem horas extraordinárias, têm um vínculo de trabalho precário, pelo que trabalham - com dificuldades, convém que se diga - os dias normais de trabalho.
Podia ter-se dado a notícia, ainda que sem imagens. Não se fez e a família emigrada na Austrália soube dos acontecimentos via RTP-Internacional e vocifera contra o mau serviço de televisão ao mesmo tempo que "chora" o dinheiro despendido na parabólica porque, mesmo gostando muito de música timorense e dos progamas sobre a cultura do profundíssimo Timor, também já está um bocado farta de ver sempre os mesmos programas, os mesmos cantores, as mesmas histórias, repetidas dezenas de vezes...
O mais velho da família acha, e com razão, que a informação é importante e deve ser valorizada, transmitida, seja ela a favor ou contra o poder e a "situasi", seja ela boa ou má. Diz aquele chefe de família que gostaria de ver outro tipo de notícias, não só sobre política e, dentro desta, apenas sobre o Governo e as suas "obras" - estejamos ou não em época de eleições - , em primeiro lugar, seguido do Presidente da República e depois do "resto", quando sobra espaço e se o conteúdo não for demasiado crítico.
Pondo de lado o facto de que quase sempre só se transmite o que é bom - talvez para dar a ideia de que tudo vai bem no país - e preferencialmente se dão notícias de eventos com muita figura pública, muito governante e de outra gente da área do Poder, sobre a ausência de algumas notícias, digo do lado de cá que talvez não queiram assustar a população...
É verdade. Tão verdade como os profissionais de comunicação social terem boas condições de trabalho, o que implica desde logo que o vínculo laboral não seja tão precário, que conheçam e defendam os seus direitos, que não se sintam dependentes nem pressionados, que não sejam obrigados a escolher entre as boas - sempre a favor do Poder - e as más notícias - sempre contra o Poder.
Tão verdade também quanto o respeito que o seu trabalho deveria merecer do Poder, do Governo, do Estado, sendo necessário que todos soubessem que só por ser um serviço público, estatal não terá necessariamente de ser subserviente...
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