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quarta-feira, maio 31, 2006 

Afinal , o que nos espera amanhã?

Parece que tudo está mais calmo. O fumo, sinal revelador de incêndios, diminuiu. Mas não desapareceu totalmente e, do lado de lá da ribeira de Comoro, ainda se vê uma coluna de fumo. Deve ser da casa de alguém que desagradou ao vizinho ou ao parente, ontem como há dez anos. Tanto faz. Estamos em época de extravasar ódio e vingança. Tem sido assim ciclicamente, com períodos de tréguas, uns mais longos que outros. Tréguas talvez para recarregar baterias para novo acertar de contas…

Não se ouve o som da sineta que alerta para a aproximação de perigo no bairro, mas encostados aos muros, sentados no chão, catana ao lado, por vezes ao som da guitarra, os jovens que tomaram em suas mãos a defesa de suas casas, continuam de guarda. Do lado menos habitado, mais junto à montanha, podem surgir estranhos, vindos de Manleuana, os mesmos que incendiaram 10 casitas entretanto abandonadas por um grupo de famílias da zona leste do país.

O bairro onde moro tinha cor, vida. Havia vendedores de fruta e de legumes; centenas de crianças no seu vaivém diário para a escola ou em jogos de futebol no campo pelado defronte da Igreja de D. Bosco, contribuíam para a animação das ruas das aldeias do suco de Malinamoc. Em 30 de Agosto, 4 de Setembro, Terra Santa, havia animação e vivia-se em paz.

Havia sempre um sorriso e um bom dia, boa tarde ou boa noite a acompanhar um qualquer fugaz encontro de rua.

Agora, reina apenas o silêncio, entrecortado pelo ruído dos helicópteros militares que cruzam os céus. Não há ninguém. Espera-se. Há desconfiança e medo. Porque, afinal, ninguém sabe o que nos espera amanhã.

É uma pena realmente num pequeno País como Timor haver tanta confusão. E depois de tantas perguntas e tantas dúvidas continua-se a perguntar como é possível? Possível é, senão não estaria a acontecer o que se vê, para quando é que o governo timorense põe os interesses do povo à frente de tudo? Sim, porque sem empregos, com fome e sem ocupação dos jovens o que é que qualquer país pode esperar? Violência, só violência.
Meus Senhores está na altura de pôr o País a funcionar, ou por acaso, por mero acaso, estão à espera do que o petróleo lhes pode dar? Bem podem esperar sentados porque a Austrália não os vai deixar sossegados.

Ângela, creio que vive em Timor. Depois de tanto sofrimento conjunto do Povo Timorense, surpreende-me que sobre as mesmas ruas ainda mal lavadas do sangue vertido pela independência caia de novo sangue dessa gente sofrida. Por favor, explique-me as razões de tais acontecimentos... Obrigado.

A CRISE - UMA OUTRA VISÃO

Penso que o problema de Timor é um problema de saúde pública.

A classe politica timorense tem revelado ser portadora de sérias perturbações mentais sempre que presta declarações públicas.

Outro factor interessante é que estejam todos bastante "gordos", com excepção do Presidente do Parlamento, justiça lhe seja feita, que tem uma imagem também de sobriedade e humildade bem mais adequada ao momento que, supostamente, é de crise.

É decadente ver os mais altos responsáveis da Nação e toda a classe politica travarem uma "guerra" de ódios num palco sem espectadores.

Sim porque os espectadores, o Povo, está refugiado, em pânico, a chorar os seus mortos e com os seus parcos bens destruídos.

Mesmo sem público insistem em não abandonar o palco da luta do poder ao mais baixo nível e confundem o eco das suas próprias palavras com os aplausos do Povo.

A Igreja benze e ora em silêncio a pedir graças para que também seja sua: a vitória.

A Austrália com um Primeiro Ministro, a precisar de alguma "capacity building" em relações diplomáticas, de forma pragmática protege as selváticas ambições de poder da classe politica timorense e colhe os frutos / pagamento que lhe são devidos por tão prestimoza amizade.

Kofi Annan, nada pode fazer contra os "movimentos" subtis e bem intencionados ds Nações Unidas em Timor.

Portugal, a tentar conter o grito desesperado dos portugueses em timor que querem dizer ao mundo a verdade nada pode fazer face ao seu comprometimento também com um "país amigo" nos Açores.

Por tudo isto e porque a doença já começa a proliferar nos campos de deslocados e face ao decurso do tempo, que é muito para o país mais pobe do mundo, deveria assim ser feito o seguinte apelo URGENTE à comunidade internacional:

Tmor Leste apela a todos os psiquiatras do mundo que colaborem urgentemente no tratamento da classe politica para que seja possivel a resolução imediata da crise em que o País mergulhou desde o dia 28 de Abril de 2006.

Maria Lorosae da Silva Loromonu

A CRISE - UMA OUTRA VISÃO

Penso que o problema de Timor é um problema de saúde pública.

A classe politica timorense tem revelado ser portadora de sérias perturbações mentais sempre que presta declarações públicas.

Outro factor interessante é que estejam todos bastante "gordos", com excepção do Presidente do Parlamento, justiça lhe seja feita, que tem uma imagem também de sobriedade e humildade bem mais adequada ao momento que, supostamente, é de crise.

É decadente ver os mais altos responsáveis da Nação e toda a classe politica travarem uma "guerra" de ódios num palco sem espectadores.

Sim porque os espectadores, o Povo, está refugiado, em pânico, a chorar os seus mortos e com os seus parcos bens destruídos.

Mesmo sem público insistem em não abandonar o palco da luta do poder ao mais baixo nível e confundem o eco das suas próprias palavras com os aplausos do Povo.

A Igreja benze e ora em silêncio a pedir graças para que também seja sua: a vitória.

A Austrália com um Primeiro Ministro, a precisar de alguma "capacity building" em relações diplomáticas, de forma pragmática protege as selváticas ambições de poder da classe politica timorense e colhe os frutos / pagamento que lhe são devidos por tão prestimoza amizade.

Kofi Annan, nada pode fazer contra os "movimentos" subtis e bem intencionados ds Nações Unidas em Timor.

Portugal, a tentar conter o grito desesperado dos portugueses em timor que querem dizer ao mundo a verdade nada pode fazer face ao seu comprometimento também com um "país amigo" nos Açores.

Por tudo isto e porque a doença já começa a proliferar nos campos de deslocados e face ao decurso do tempo, que é muito para o país mais pobe do mundo, deveria assim ser feito o seguinte apelo URGENTE à comunidade internacional:

Tmor Leste apela a todos os psiquiatras do mundo que colaborem urgentemente no tratamento da classe politica para que seja possivel a resolução imediata da crise em que o País mergulhou desde o dia 28 de Abril de 2006.

Maria Lorosae da Silva Loromonu

ACIMA DA LEI - XANANA E RAMOS HORTA

"O Presidente da República disse-me para transmitir à FRETILIN que está disposto a dialogar com a liderança do partido", disse José Ramos-Horta à Lusa.

"O Presidente da República mantém a necessidade de a FRETILIN realizar um congresso extraordinário ou uma conferência nacional [para eleger uma nova li derança], mas isso não afecta o processo de diálogo para a formação de um novo g overno", afirmou Ramos-Horta."

O Presidente da Eepública não tem que estar disposto.
O Presidente da República tem a OBRIGAÇÃO constitucional de receber a liderança do partido com maior representação parlamentar.

O Presidente da Republica, diz a Constituição, nomeia e empossa o PM que é indigitado pelo partido com maioria parlamentar.

Não pode ingerir na organização politica dos partidos ou pôr em causa qualquer decisão aprovada em congresso.

Só um Tribunal tem competência para avaliar de ilegalidades.

Xanana Gusmão continua a violar grosseiramente o principio constitucional da separação de poderes.

É degradante as continuadas declarações de Xanana Gusmão e Ramos Horta num país que diz a constituição é um Estado de Direito democrático.

São dois cidadãos acima da lei e prestam declarações que das duas uma, ou nunca leram a Constituição, lei fundamental do país, ou já se assumiram como ditadores e então o que os guia são as suas próprias opinióes.

É grave que sejam estes os lideres da Nação!

Senhor Presidente da República se no seu país o parlamento tivesse deputados à altura do cargo que exercem o Senhor já estaria a "responder perante o Supremo Tribunal pela violação clara e grave das suas obrigações constitucionais".

XANANA GUSMÃO NÃO É UM CHEFE DE ESTADO é sim um DITADOR ao mais baixo nível!!!!

A comunidade internacional vê factos já que a única emoção que a envolve relativamente a Timor é o bem e a paz daquele país.

Os ódios irracionais e desmedidos e as campanhas primárias de anti-comunismo que já ninguém acredita ficam-se pela classe politica timorense.

E as mãos manchadas de sangue no passado, têm todos sem excepção.

Mas o hoje não é o ontem.

E hoje o que a comunidade internacional viu foi uma FRETILIN em tom sóbrio apelar à paz, à não violência, ao entendimento e respeito pela legalidade democrática em oposição a um novo partido designado "Xanana e os seus seguidores", com o lider, a demitir-se das suas funções de Presidente da República, ao lado da violência e destruição, com total desrespeito pelo povo e legalidade democrática, gerindo uma espécie de estado com leis próprias.

O que a comunidade internacional viu foi o país mais ajudado do mundo com as suas doações de milhões de dólares, a ser destruído, a população a ser violentada e um Presidente da República a sorrir e a classificar tudo isto de "esperteza" que permitiu ganhar a "guerra", secretariado, ironicamente, pelo "Nobel da Paz".

Não há argumento que justifique a violência e destruição ocorrida nos últimos dois meses em Timor e não se pode esquecer é que o que a comunidade internacional viu foi que a violência e destruição partiu efectivamente dos apoiantes e protegidos de Xanana Gusmão, dos anti-Alkatiri.

E isto é um facto inegável.

E para concluir só queria deixar registada uma pergunta de um manifestante da FRETILIN a Xanana e que a comunidade internacional põe desde o primeiro minuto da crise:

"Diz que é o garante da Constituição, então porque não parou a crise? Quando as FDTL recolheram aos quartéis começaram a destruir as casas da população, porque não os mandou parar?"

Xanana acabou por sair mal do meio da multidão, sendo apupado e com um jovem no megafone a dizer que quando o Presidente estava preso em Jacarta "também fui para lá ajudar, nessa altura éramos todos Timor, todos irmãos, para quê estas divisões?" Ficou a falar sozinho...

O passado é passado e nunca será o presente.

O grave é que hoje alguns continuem a persistir em sujar as mãos de sangue e outros optem pelo respeito pela legalidade democrática.

A comunidade internacional viu, Kofi Annan viu e "obrigou" o Presidente da República a uma mensagem ao País de paz e respeito pela democracia que apenas aconteceu por imposição e não por convicção.

O que a comunidade internacional espera é que o Povo Timorense também tenha visto.

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