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quinta-feira, junho 01, 2006 

Reinado, as belas montanhas de Maubisse e os soldados australianos

Alfredo Reinado, ex-major e ex-comandante da Componente Naval das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), abandonou as forças armadas a 4 de Maio, acompanhado de mais 15 efectivos da Polícia Militar, na sequência crise em Timor-Leste que começou com o protesto de cerca de 600 militares que denunciaram discriminação étnica no seio das forças armadas.

Desde essa altura, Reinado e os seus homens já participaram em diversos confrontos que causaram vários mortos. Reinado, um dos líderes revoltosos que está a colocar em causa o Estado de direito do país, tem dado conferências de imprensa e entrevistas quase todos os dias. Hoje, em mais uma série de entrevistas, assumiu-se como o comandante de todas as forças militares timorenses nas montanhas e, entre outras coisas, afirma que não sairá das montanhas enquanto o primeiro-ministro Mari Alkatiri não se demitir.

Toda a gente sabe onde Reinado se encontra “aquartelado”: o revoltoso ocupou a pousada Maubisse (ver mapa), um antigo edifício colonial português, entretanto restaurado. Uma espécie de paraíso nas montanhas timorenses a cerca de 70 quilómetros de Díli. Ontem, Reinado deu-se ao luxo de posar para as câmaras dos repórteres fotográficos, com a bela vegetação das montanhas como cenário, numa foto igual as que habitualmente os turistas tiram durante as suas férias. Mas as fotos mais extraordinárias são as em que se vê Reinado com dois soldados australianos por perto.

E aqui é que surgem todas as dúvidas. Se este homem é uma ameaça ao Estado timorense e líder de uma revolta armada que já causou a morte de pessoas porque é que ninguém o prende e julga? O que estão a fazer militares australianos no “aquartalemento” do revoltoso? Os australianos estão em Timor para apoiar o Estado ou a revolta? Alguém me sabe responder a tudo isto?

É realmente extraordinária e incompreensível a complacência das tropas australianas em relação a Reinado. O que é que estes dois militares foram lá fazer? Confirmar se estava tudo bem de saúde?

É notório o envolvimento da Austrália com este marginal do Reinado. A ONU deveria ser responsabilizada se quiser ter credibilidade internacional. A situação é muito grave!
Alfredo
Brasil

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