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terça-feira, junho 06, 2006 

Parlamento timorense reabre e aprova medidas de emergência

O Parlamento Nacional de Timor-Leste manifestou o seu “apoio inequívoco” às medidas de emergência decretadas pelo Presidente da República, Xanana Gusmão, em 30 de Maio, numa sessão, ontem, que marcou a reabertura dos trabalhos, interrompidos pela onda de violência dos últimos dias. O projecto de resolução foi apresentado por todos os deputados – 50 num total possível de 87 – dos oito partidos que se fizeram representar na sessão plenária.
O texto aprovado refere “a ocorrência de tristes acontecimentos” que puseram “em risco” a “jovem Democracia política” de Timor-Leste, país definido como um “Estado de direito democrático, soberano, independente e unitário, baseado na vontade popular e no respeito pela dignidade humana”.
Três partidos históricos – a ASDT, de Xavier do Amaral, a UDT, de João Carrascalão, e o Kota, de que faz parte o antigo deputado português da ASDI, Manuel Tilman, além do partido UDC/PDC, não se fizeram representar por nenhum dos seus eleitos. O presidente do parlamento, Lu-Olo, atribuiu as faltas a razões de segurança, que levaram muitos deputados a acompanhar as famílias, na sua fuga para a montanha.
A ausência dos dois deputados da UDT, porém, foi criticada pelo seu fundador e presidente, João Carrascalão, em declarações ao PÚBLICO. Para este responsável, aliás, também os líderes dos partidos se deviam ter deslocado ao Parlamento. Actuando desta forma, “não admira depois que sejam marginalizados pelo Governo”.
Carrascalão lamenta, a propósito, que nesta crise – ao contrário do que aconteceu há um ano, quando a Igreja Católica pediu a demissão do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, numa manifestação contínua que abriu uma grave crise institucional no país – “os partidos da oposição não se tenham sequer reunido para tomarem uma posição conjunta”.
Antes do debate e votação sobre a iniciativa presidencial, os deputados elogiaram uma mensagem-vídeo enviada por Kofi Annan, ao povo timorense, em 31 de Maio, na qual o secretário-geral da ONU manifestou “ansiedade e tristeza” pelo aumento da tensão política e da violência em Timor-Leste e incitou os dirigentes do país a assumirem as suas responsabilidades.

Leandro Isaac agita perigo de guerra civil
Numa emocionada intervenção, o deputado independente Leandro Isaac, um dos porta-vozes da resistência nos dias dramáticos do pós-referendo, em Setembro de 1999, retomou as palavras de Annan, pedindo à liderança timorense que assuma “ao menos, uma meia-culpa” pelos “passos errados” que deu nesta crise. “Fomos cegos e mudos à realidade. Não cedemos um espaço à humildade”, criticou, lembrando que “foi pela unidade nacional” que os timorenses conquistaram a independência, em 2002.
Leandro Isaac responsabiliza o Governo de Mari Alkatiri pela actual crise. “Se as autoridades continuarem a usar a política para legitimar as suas acções, Timor-Leste pode caminhar para uma guerra civil”, avisou, em declarações ao PÚBLICO, proferidas já fora da sessão parlamentar.
A reabertura do Parlamento, pedida na declaração presidencial sobre medidas de emergência, segue-se à tomada de posse dos novos ministros da Defesa e do Interior e ao reactivamento da máquina da Justiça, simbolicamente representado pela tomada de posse de 27 novos juízes, procuradores e defensores do povo, que a liderança timorense tem procurado apresentar como provas de que o Estado democrático funciona e os timorenses não desistiram de mandar na sua própria terra.
Prosseguem ao mesmo tempo as diligência do novo Ministro da Defesa, José Ramos-Horta, para fazer sentar à mesma mesa, nos próximos dias, militares desavindos, no quadro de um diálogo alargado em que participariam também a Igreja católica e representantes da sociedade civil. Horta deverá deslocar-se esta manhã (madrugada em Portugal), ao quartel-general das FDTL (fiel ao Governo), em Taci-tolo, e, posteriormente, a Maubisse, onde estacionam os homens do major Alfredo Reinado.
Este último encontro finalizará uma ronda de contactos directos com as três componentes da divisão que quase destruiu as Forças de Defesa de Timor-Leste – os militares que se mantiveram fiéis ao comando do brigadeiro Matan Ruak e dos coronéis Lere e Falur; os mais de 500 peticionários que, liderados pelo tenente Gastão Salsinha, abandonaram os quartéis em Fevereiro passado, queixando-se de actos de discriminação étnica; e o grupo do major Reinado, da Polícia Militar, que exige a demissão de Alkatiri, a quem acusa de ter dado ordem aos militares para dispararem sobre uma manifestação de ex-peticionários, em 29 de Abril passado. Adelino Gomes, em Díli (Texto publicado na edição do dia 6 de Junho de 2006 no PÚBLICO)

Onde é que estavam os parlamentares durante todo este tempo? Por que só agora é que aparecem? E mesmo assim, nem todos os deputados? Será que sabem que são representatantes da Nação? Será que sabem que devem pôr os interesses do país acima de tudo? Antes do conflito evoluir para o descontrolo total, onde é que estavam os senhores deputados? Que propostas, que medidas, que acompanhamento tiveram com e para com os amotinados? E as oposições? Que alternativas apresentaram?

Ai Timor Timor
Será que Voltaremos a ter de voltar o ino da solidereadade?
Terraaa de Gente pobre tão mal amada.
O que faz a ganancia dos homens.
A fome do poder, que leva o inocente Povo a MORRER.
Hipocresia do mundo que se diz desenvolvido, deixar uma jovem nação entregue ao destino dos ventos e das marés.
A ONU é o principal responsavel desta ssituação, sem sombra de duvidas.
E nós POrtugueses taaambem temos aqui a nossa parte de responsabilidade.
Pois sabendo-mos o que foi Moçambique, sabendo-mos o que foi Angola, sabendomo-os o que é Guiné, deviamos estar prevenidos para esta situação que haveria de acontecer mais ano menos ano.
Que se homenagei-em os guerrilheiros timorenses é correcto e louvavel.
Que se Forme umas forças de segurança Timorenses, integrando esses guerrilheiros é um erro.
As forças de segurança devem de ser apartidarias.
Como poderão os ex-guerrilheiros ser apartidarios, quando lutaram sobre uma bandeira durante 27 anos?
Como podem esses homens ser independentes se durante 27 anos lhes foi imbuido o espirito do partido unico?
Como pode Mario Alkatir ser um democrata, se toda a sua vida politica foi na orde das linhas do mais ortodoxo cumunismo, taal como os regimes de Moçambique, Angola e Guiné.
Esperaamos que a ONU repense timor e assuma o control da segurança da lei e da ordem, e que se mantenha em Timor por muitos e longos anos, até que uma nova geraação sem ódios nem revaaaancismos possaassumir a segurança de um povo que ssofre e continua a morrer.
Basta de inocentes mortos.
Bem Haja Povo Martir de Timor

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