A manifestação de Díli
Os manifestantes vieram de vários distritos de Timor e chegaram a Díli ao início da tarde, gritando palavras de ordem contra o Governo de Mari Alkatiri.

Às portas da cidade foram barrados por blindados das forças malaias em Timor, que impediram a sua entrada na capital. Após cerca de uma hora negociações entre Ramos-Horta, ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, e o ex-major das Forças Armadas Timorenses e agora revoltoso, Alves Tara, os manifestantes foram autorizados entrar em Díli. Sempre vigiados pelas forças malaias, os manifestantes avançaram de forma pacifica para o palácio da Presidência da República, onde entregaram um documento a Xanana Gusmão.
Em declarações aos jornalistas, Alves Tara (na foto em baixo) insistiu na demissão de Mari Alkatiri. E deu 48 horas ao Presidente da República para demitir o Governo. Caso tal não aconteça, promete boicotar a governação e o parlamento Os manifestantes seguiram depois para os seus distritos de origem. Mari Alkatiri reagiu à manifestação e ao pedido de demissão afirmando que quem tal reclama não conhece a constituição. "Se cada vez que 300, 400 ou mil pessoas que se juntam e pedem a demissão do Governo ou dissolução do Parlamento Nacional e isso acontecer, significa que nem vale a pena estar a pensar em eleições. Ficaríamos com um país ingovernável , o protótipo de um Estado falhado", acrescentou Mari Alkatiri, citado pela agência Lusa. (Fotos Manuel Almeida/Lusa). Amanhã, no PÚBLICO e no blogue do PÚBLICO.PT Timor 2006, a reportagem de Adelino Gomes, em Díli.
