« Página inicial | A GNR já saiu à rua » | Morrerá a culpa solteira? » | Sinais de recuperação » | Bem vinda, GNR! » | “Maromak sei tulun nia!”(1) » | Esperança » | Deve-se estar muito bem em Maubisse a comandar uma... » | GNR domingo de manhã em Timor » | Paredes meias com o caos » | Mari Alkatiri recusa ideia de um confronto étnico ... » 

segunda-feira, junho 05, 2006 

Mais tarde...

Uma coluna de fumo negro eleva-se por alturas da mesquita de Campo Alor. A mesma onde, logo após a independência, centenas de transmigrantes indonésios se concentraram durante meses, desafiando a capacidade de tolerância religiosa (realmente pouca ou nula) da população timorense. O comandante da patrulha australiana no local agradece [a presença dos militares da GNR] mas diz que não precisa de auxílio. Há tempo ainda, porém, para ouvir – o crepitar da madeira em chamas como ruído de fundo – Agostinho da Silva, 57 anos, chefe de suco, a voz entaramelada pelo choro e pelo álcool, a pedir protecção e ajuda aos portugueses, a quem informa que também ele foi militar, nos anos 70. “Tem que nos dizer quem anda a fazer isto, para o podermos ajudar”, responde o capitão [da GNR], ouvindo um atemorizado “mais tarde...” como resposta. (excerto da reportagem de Adelino Gomes, enviado do PÚBLICO a Timor, a publicar na edição de amanhã - Foto Manuel Almeida/Lusa)