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sexta-feira, junho 02, 2006 

GNR domingo de manhã em Timor

Parecem estar finalmente resolvidos todos os problemas logísticos que atrasaram a partida da GNR para Timor. Resolvida a contratação de uma nova companhia aérea, depois da inicialmente contratada ter anunciado que, afinal, não tinha um avião disponível; de ter sido feito um novo plano de voo e conseguidas as necessárias autorizações dos diversos países cujo espaço aéreo vai ser utilizado, os militares da GNR devem partir por volta das 22 horas, em Lisboa (6 horas da manhã de sábado, em Díli). A hora de chegada ao Aeroporto de Baucau está assim prevista para as primeiras horas da manhã em Timor. Aposto que vão ser recebidos num clima de enorme alegria por parte da população timorense.

Espero, realmente, que a expectativa não saia gorada.
Todos estão a pôr na GNR a solução de todos os problemas.
Espero que eles não "apendam" com os militares austraçianos que ainda não percebi o que estão a fazer em Timor...

O que mais me espanta no povo timorense é a sua crença nos portugueses. Talvez pela nossa permanência, que foi longa naquele território, ficou a fama que somos os melhores. E ainda bem, porque pode ser que assim haja respeito por alguém, e neste caso, pelos nossos homens. A fé na GNR faz com que seja meio caminho andado para pôr uma certa ordem, o que no meu entender vai ser díficil, quando há um povo com fome e sem meios. Há também a questão de gerações que já não conheceram a nossa presença, mas sim a presença da Indonésia e isso é muito importante. Há ainda a maneira de ser e pensar à oriental, coisa que os ocidentais não entendem, culturas diferentes, enfim uma amálgama de situações que será difícil de ultrapassar. E mais ainda o choque entre a criminalidade barata (roubos, saques, etc.) e a criminalidade mafiosa ou mesmo poderosa que se aproveita e faz as suas manobras por trás destes pequenos incidentes. Isso é que é perigoso. Espero que não seja o que está a acontecer em Timor e se for que se consiga cortar já o mal pela raíz.

É incompreensivel a situação em que foi deixada a GNR deixando o papel primordial aos Australianos relegando Portugal a um papel triste e sem qualquer introsão nas forças no terreno.
Será que os Australianos não estão por trás de toda a crise ali existente e por isso não querem que Portugal se meta pela ganância dos poços de petróleo. E o papel dos timorenses sem perceber porque a GNR está de pés e mãos atadas sem nada poder fazer.
Afinal quem tem o controlo da situação? os australianos que guardam os dois lados e prometem ficar e resolver a crise como e quando quiserem ou uma plena integração das forças internacionais. Esta missão da GNR se permanecer de pés e mãos atados só vai contribuir para o descrédito de Portugal junto da população timorense.

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